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Greta Thunberg é escolhida personalidade do ano pela revista Time

Jovem ativista sueca foi escolhida por representar "mudança geracional" da cultura global e liderar debate sobre agravamento das questões climáticas

por Pedro Strazza

A revista Time divulgou na manhã desta quarta-feira (11) que Greta Thunberg, ativista sueca de 16 anos, foi eleita personalidade do ano pelo veículo. Ela é oficialmente a mais jovem detentora individual da história da honraria.

Além do anúncio, a publicação soltou nas redes sociais a capa do mês, que destaca a vencedora da edição 2019 do título – confira abaixo.

Escolhida a partir de uma lista inicial de 57 nomes e, posteriormente, uma com cinco finalistas que incluíam o presidente estadunidense Donald Trump, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi, os manifestantes de Hong Kong e a figura anônima responsável pela denúncia que abriu o processo de impeachment de Trump, Thunberg foi escolhida devido ao verdadeiro movimento internacional que iniciou este ano entre grupos diferentes de estudantes para exigir medidas concretas de proteção ao clima global, um que levou à campanha coordenada pelo mais recente vencedor do Nobel da Paz e primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed Ali.

Na publicação (que você pode ler aqui), o editor-chefe da Time Edward Felsenthal justifica a escolha escrevendo que “Thunberg se tornou a maior voz no maior tema envolvendo o planeta, além do avatar de uma mudança geracional em nossa cultura que está acontecendo em todo lugar, dos acampamentos de Hong Kong aos salões do Congresso em Washington”.

Além do título principal, a revista este ano também anunciou os vencedores em quatro novas categorias: o prêmio “Atleta do ano”, que foi para a seleção de futebol feminino dos EUA; “Artista do ano”, destinado à cantora Lizzo; e “Executivo do ano”, que ficou para o atual CEO da Disney Bob Iger. O veículo também criou em 2019 a categoria “Guardians”, em homenagem aos jornalistas eleitos personalidade do ano em 2018 e destinada àqueles que estão arriscando a carreira em defesa da lei – e neste caso, os eleitos foram o anônimo responsável pelo processo de impeachment de Trump, Marie Yovanovitch, o embaixador William Taylor, Fiona Hill, o tenente coronel Alexander Vindman e Mark Sandy.

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