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YouTube amplia política anti-assédio para incluir conteúdos de criadores e figuras públicas

Agora qualquer material que apresentar insultos com base em raça, expressão de gênero ou orientação sexual será banido da plataforma, mesmo que a pessoa que insulta seja um criador, celebridade, político ou outra figura pública

por Soraia Alves

O YouTube apresentou hoje, 11/12, uma expansão de sua política anti-assédio que agora passa a policiar também criadores de conteúdo e figuras públicas na plataforma. Com a mudança, qualquer material que apresentar insultos com base em raça, expressão de gênero ou orientação sexual será banido da plataforma, mesmo que a pessoa que insulta seja um criador, celebridade, político ou outra figura pública.

A nova política surge vários meses depois que o YouTube foi criticado por se recusar a remover vídeos postados pelo comentarista de direita Steven Crowder, no qual ele chamava repetidamente o apresentador de vídeos da Vox, Carlos Maza de “bicha estranha”, entre outras ofensas. Diante da forte indignação pública, o YouTube disse que reconsideraria todas as suas políticas de assédio, e o resultado dessa “análise” aparece agora.

A nova política também expande os tipos de ameaças que são banidas da plataforma. O YouTube sempre baniu ameaças diretas no estilo “Vou te matar”. Agora, ameaças mais veladas e implícitas também entram na lista de proibições.

Outra novidade é a proibição de campanhas de assédio direcionadas. Ao The Verge, a empresa disse que o assédio no YouTube geralmente não se resume a um único insulto, sendo um esforço sustentado em muitos vídeos. Assim, a intenção da plataforma é ter uma visão mais ampla do que os criadores de conteúdo estão dizendo em seus canais.

Por fim, o YouTube está expandindo um programa que usa aprendizado de máquina para identificar comentários potencialmente ofensivos e deixá-los para a moderação pessoal dos criadores de conteúdo.

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