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Fabricante japonesa de eletrônicos, Sharp vai produzir máscaras faciais para combater coronavírus

Companhia vai reaproveitar fábrica de TVs para instalar linha de produção do item, com expectativa de produzir pelo menos 150 mil máscaras por dia

por Pedro Strazza

Companhia de produtos eletrônicos, a japonesa Sharp anunciou nesta segunda-feira (2) que vai começar a produzir máscaras faciais para ajudar no combate à epidemia global do coronavírus. O plano da empresa, de acordo com o Washington Post, é tornar uma de suas fábricas de TVs LCD para fabricar até 150 mil unidades por dia até o fim de março, mas ainda não foi divulgado ao público como se dará a distribuição ou qual será o preço das máscaras.

A transformação da planta localizada na cidade de Mie é possível porque, graças aos padrões altos de qualidade impostos na fabricação de eletrônicos, a linha de produção da Sharp é considerada “livre de germes” e se encaixa nos conformes da criação de máscaras higiênicas.

Já a manobra se dá em virtude da alta procura do público japonês pelo produto. Embora máscaras faciais sejam bastante vendidas no país – é um item para prevenir resfriados no inverno – as fabricantes tradicionais não tem dado conta de dar conta do excedente de pedidos, feito em virtude das notícias em torno do coronavírus. Há relatos de farmácias e lojas abrindo com filas quilométricas e revendedores aumentando os preços das unidades para faturar em cima do momento.

Com a nova linha de negócios, a Sharp declara que espera “contribuir para a sociedade” ao fornecer mais máscaras para o mercado.

Vale lembrar que máscaras faciais não são um item crucial na prevenção do coronavírus. De acordo com médicos e especialistas em saúde, a melhor forma de evitar a doença e suprimir seu contágio é cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao espirrar. No Brasil, a Organização Mundial da Saúde por enquanto tem confirmado apenas dois casos na cidade de São Paulo.

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