Membros fundadores da Pixar vencem Turing Award, o “Nobel da computação”

Ex-presidente do estúdio Ed Catmull e desenvolvedor Pat Harnahan vão dividir prêmio de 1 milhão de dólares por mudarem o entretenimento a partir da computação gráfica

por Pedro Strazza

Uma das maiores honrarias da área da computação, o Turing Award anunciou nesta quarta-feira (18) que os vencedores da edição 2019 do prêmio são Pat Hanrahan e Ed Catmull, membros fundadores dos estúdios da Pixar. Com o título e a recompensa de 1 milhão de dólares, a dupla se torna a primeira no ramo da animação a receber a distinção.

O reconhecimento se deve obviamente à participação fundamental dos dois na concepção e aplicação de imagens geradas por computação gráfica nos cinemas, incluindo aí o “Toy Story” original que se tornou a primeira animação tridimensional de Hollywood no já distante ano de 1995. O trabalho da dupla não apenas mudou o panorama da animação como influenciou a forma como a indústria do audiovisual se relaciona com efeitos visuais, realidade virtual e até games.

Por mais que tenham sido premiados juntos e tenham ajudado a fundar a Pixar, as trajetórias dos dois novos vencedores do Turing Award no estúdio são distintas. Enquanto Catmull começou na empresa como CTO e foi promovido ao comando geral depois da compra da Disney em 2006, permanecendo assim quase 30 anos na liderança, Hanrahan trabalhou na companhia entre 1986 e 1989 e tornou-se no principal articulador do design do RenderMan Interface Specification, a tecnologia que possibilitou a criação dos pioneiros “Toy Story” e “Tin Toy”. Catmull hoje está aposentado, ao passo que Hanrahan atua no meio acadêmico da Universidade de Stanford.

Em relação ao Turing Award, os dois sucedem o trio de vencedores do ano passado formado por Yoshua Bengio, Geoffrey Hinton e Yann LeCun, que juntos foram responsável pela engenharia que possibilitou a criação de redes neurais densas que nos dias de hoje são críticas ao funcionamento das máquinas mais avançadas do meio.

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