Waze atualiza mapas da plataforma com informações sobre a pandemia

Aplicativo agora exibe locais com testes do diagnóstico do coronavírus e negócios que realizam drive-thru e coleta de compras

por Pedro Strazza

O Waze anunciou no fim da noite desta quarta (15) uma série de mudanças na dinâmica da plataforma que pretende situar o aplicativo no contexto do coronavírus. Criado em parceria com a rede de colaboradores de sua comunidade de voluntários e o programa Waze for Cities, a companhia informa que a partir de agora o app conta com informações cruciais sobre a dinâmica das grandes cidades durante a crise, incluindo localizações de bloqueios de rua e zonas proibidas.

A plataforma também ganhou novos recursos que informam os usuários de localizações que continuam a vender alimentos e itens essenciais por meio de atendimento drive-thru ou coleta nos mapas – os negócios serão identificados com tags nos mapas do aplicativo. Ainda no departamento de suprimentos, o Waze também firmou nos Estados Unidos uma parceria com organizações como a WhyHunger e a No Kid Hungry para a inclusão de mais de trinta mil pontos de distribuição de alimentos no território.

A ideia da empresa agora é expandir este projeto a outros países. Em uma publicação no Medium, o Waze convida agências públicas e governos de todo o globo a contribuir com a página da plataforma dedicada à pandemia para manter os usuários (e, portanto, os cidadãos) sempre informados de mudanças na dinâmicas de suas regiões, o que inclui além da distribuição de comida e alterações nas ruas a identificação de pontos de testes para diagnóstico do Covid-19.

Além das novidades na plataforma, o Waze também divulgou alguns dados sobre os efeitos da pandemia no tráfego dos países onde atua. De acordo com a empresa, a quantidade de milhas percorridas pelos usuários com ajuda do aplicativo por dia caiu 60% em comparação à média de fevereiro (em teoria o último mês não afetado pelo coronavírus), com países seriamente afetados pela doença registrando números ainda mais drásticos – a Itália, por exemplo, registra no momento uma queda de 90% na quantidade de milhas percorridas pelos usuários desde o início de março.

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