Facebook anuncia primeiros 20 nomes da “Suprema Corte” que vai julgar decisões da companhia

Grupo inclui o brasileiro Ronald Lemos, um dos criadores do Marco Civil da internet, e tem poder de desautorizar medidas feitas até mesmo por Mark Zuckerberg em todas as plataformas

por Pedro Strazza

O Facebook divulgou nesta quarta (6) os primeiros 20 nomes de uma nova comissão independente que vai ajudar a companha a avaliar decisões futuras e suas implicações na sociedade global. Nos planos desde novembro de 2018, o comitê funciona como uma espécie de “Suprema Corte” externa da empresa e decidirá que casos julgar a partir da metade deste ano. O conselho terá poder de revogar decisões tomadas até mesmo pelo atual CEO Mark Zuckerberg em todas as plataformas tocadas, incluindo o WhatsApp e o Instagram.

De acordo com o Facebook, o grupo não conta com nenhum empregado da companhia e não poderá ter participação revogada pela empresa, além de ter todas as suas decisões tornadas públicas. À imprensa, o diretor de políticas públicas Brent Harris declara que o conglomerado “irá implementar todas as decisões do conselho a não ser que estas violem a lei” e que a expectativa é que nos próximos meses o grupo chegue a um total de 40 membros.

O grupo por enquanto tem 4 nomes escolhidos pela empresa para liderança, incluindo aí os professores de direito constitucional Michael McConnell e Jamal Greene, respectivamente vindos das universidades de Stanford e Columbia; a diretora Catalina Botero-Marina, da Universidade de Los Andes na Colômbia; e a ex-primeira-ministra da Dinamarca Helle Thorning-Schimdt.

Além dos presidentes, também se destacam na lista o brasileiro Ronald Lemos, um dos criadores do Marco Civil da Internet e professor na Faculdade de Direito da UERJ; o vencedor do Nobel da Paz Tawakkol Karman; e Alan Rusbridger, ex-editor-chefe do The Guardian e publisher da cobertura do caso Edward Snowden no jornal. O comitê é completo por Afia Asantewaa Asare-Kyei, Evelyn Aswad, Endy Bayuni, Katherine Chen, Nighat Dad, Pamela Karlan, Maina Kiai, Sudhir Krishnaswamy, Julie Owono, Emi Palmor, Andras Sajo, John Samples e Nicolas Suzor.

Os quatro diretores publicaram nesta quarta um editorial no New York Times onde explicam sua função na companhia, os processos de recrutamento e como o grupo pretende funcionar em torno das decisões do Facebook e de Mark Zuckerberg – leia na íntegra aqui.

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