Gregg Nations, o continuista de “Lost”

por Carlos Merigo

Lost

Depois de 6 anos, chegamos a derradeira semana de “Lost”, a série de TV que, independente se vai ter um final que agrade aos fãs (eu duvido que terá), mudou a história do entretenimento.

Carlton Cuse e Damon Lindelof, produtores executivos e os roteiristas-cabeça da série, já disseram que resta apenas uma pergunta a ser respondida – a dos universos paralelos – e que todo o resto ficará para cada um discutir após o episódio final.

A internet está e estará cheia de teorias depois de domingo que vem, dia 23, mas você sabe quem é o cara mais importante, ou aquele a quem poderemos culpar, de “Lost”? É esse pimpão aí da foto, Gregg Nations.

Além de ser co-produtor, Gregg é coordenador de roteiro de “Lost”, e provavelmente ele pode contar por aí que é o coordenador de roteiro mais famoso que já existiu, talvez o com mais responsabilidade também. Seu trabalho é colossal: documentar e saber cada detalhe que acontece na série, sua cronologia e seus personagens, e assim manter a história “na linha”.

A primeira temporada de “Lost” foi escrita no escuro, mas depois que se mostrou um sucesso, e com suas inúmeras narrativas entrecortadas, flashforwards, flashbacks e realidades alternativas, seria preciso ter alguém para controlar desde os acontecimentos até as cores de cabelo da Kate, dos mistérios da ilha até os números de assentos do vôo Oceanic 815.

Gregg Nations transformou tudo isso em documentos, e qualquer dúvida referente ao roteiro é feita a ele. Gregg, que já respondeu diversas perguntas de fãs no fórum The Fuselage, diz que sua primeira indagação quando os roteiristas de “Lost” lhe entregam um novo episódio é: “Como isso vai manter a primeira temporada viva?”

É Gregg que diz para o pessoal da maquiagem se Jack deve aparece com um cicatriz em determinado flashback, ou se ele pode conversar com Rose no avião, já que isso só seria possível se seus assentos fossem próximos, é ele também que diz ao pessoal de cenário se Sawyer deve usar uma pistola ou rifle em um flashforward, por exemplo.

Esses documentos Word, que se transformaram em um cânone de “Lost” – já pense em um livro sendo lançado daqui alguns anos – pode ser fonte essencial para os roteiristas e produtores, mas nem sempre são respeitados.

Prova disso são os incontáveis erros de continuidade – excluindo os problemas banais de produção e efeitos digitais – já devidamente catalogados pelos fãs na Lostpedia. Gregg Nations pode ter um trabalho difícil, mas tem muito espectador por aí que sabe mais de “Lost” do que ele.

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