MUBI amplia catálogo e libera acesso a “todo” o acervo de filmes já exibidos na plataforma

Não é exatamente tudo que já passou pelo serviço, mas com certeza é muito mais que os 30 filmes habituais do streaming

por Pedro Strazza

O serviço de streaming MUBI confirmou nesta quinta-feira (21) que vai começar a ampliar o catálogo para englobar o que define como o “acervo total” de filmes já exibidos na história de sua plataforma. A medida é inédita e quebra uma regra central do negócio, que envolvia a oferta de 30 conteúdos circulares diferentes a cada mês.

A expansão do serviço por enquanto está disponível apenas para a versão para desktop da plataforma, mas o MUBI afirma no comunicado que “em breve” deve disponibilizar o recurso para os aplicativos do serviço para celulares e smarTVs. A atualização está disponível a todos os usuários com uma conta tradicional e pode ser acessado no mubi.com/library.

A ampliação é visualmente óbvia na “biblioteca” e oferece bem mais que 30 produções. Na página brasileira, a plataforma oferece um maior número de sessões focadas em diretores, movimentos e categorias como qualquer outro serviço atual, incluindo as categorias “Adaptações”, “Voilà Varda”, “Chris Marker: Um Ensaísta do Futuro” e “Obras-Primas Modernas”.

[ATUALIZAÇÃO: 22/05, 9h45] De acordo com a assessoria do MUBI no Brasil, o acervo coexistirá com a sessão rotativa “Em Exibição” que é marca registrada da plataforma desde a fundação, além de ter seus conteúdos variando de país para país conforme a acessibilidade aos direitos de exibição. [FIM DA ATUALIZAÇÃO]

Ainda não se sabe se esta nova seção da plataforma é definitiva e continuará disponível a toda a base de usuários – as contas brasileiras do serviço não divulgaram a ampliação, por exemplo. O mais importante a se saber, porém, é se esta decisão vai de fato trazer todos os filmes vinculados em algum momento pelo streaming e se com isso o MUBI busca atuar de forma mais agressiva no mercado, competindo de frente com nomes como a Netflix, o Prime Video e o Disney+ – o que justificaria a atual assinatura salgada de R$ 27,90.

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