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“Soul”, “The French Dispatch” e novo filme do Studio Ghibli integram “seleção” de 2020 do Festival de Cannes

Brasileiro "Casa de Antiguidades" também é listado pelo evento, que vai oferecer filmes a outros festivais ao redor do mundo com um selo oficial

por Pedro Strazza

Depois de uma longa novela no noticiário, o Festival de Cannes enfim anunciou nesta quarta (3) a sua seleção anual de filmes, que este ano será oferecida a outros eventos conforme a pandemia do coronavírus forçou a organização a cancelar o festival físico deste ano. Como prometido pelo diretor artístico Thierry Frémaux, a lista conta com mais de 50 títulos que haviam sido programados para as principais mostras da Croisette – incluindo a seleção oficial, a Um Certo Olhar e a Semana da Crítica – e agora devem exibir o selo de Cannes em suas exibições, mesmo nunca tendo sido lançados oficialmente na cidade francesa.

Entre os destaques, os nomes mais antecipados pelo público certamente são “The French Dispatch”, o novo projeto de Wes Anderson, e “Soul”, animação da Pixar que é também o retorno à direção de Pete Docter depois do sucesso de “Divertida Mente”. Há ainda “Aya and the Witch”, produção que marca a estreia do Studio Ghibli na animação 3D; a sequência de “Invasão Zumbi”, grande sucesso comercial do cinema de horror coreano dos últimos anos; “Falling”, a estreia na direção do ator Viggo Mortensen; “Eight and a Half”, produção que reúne alguns dos principais nomes do cinema de Hong Kong; “True Mothers”, de Naomi Kawase; e dois episódios de “Small Axe”, série comanda por Steve McQueen. O brasileiro “Casa de Antiguidades” também integra a seleção.

“Embora cinemas estejam fechados há 3 meses – pela primeira vez desde a invenção da exibição de filmes pelos irmãos Lumière em dezembro de 1895 – esta seleção reflete que o cinema está mais vivo do que nunca.” chegou a comentar Fremaux na transmissão oficial dos selecionados, anunciada em uma sala de cinema vazia; “‘Em breve num cinema perto de você’: a fórmula nunca foi tão sedutora. Nós veremos em breve que o cinema não está morto, nem ao menos doente.”.

Entre os eventos já confirmados que terão acesso aos títulos listados, a organização de Cannes declara que os festivais de Locarno, Telluride, Toronto, Deauville, San Sebastian, Pusan, Angoulême, Morelia, Nova York, Lyon, Roma, Rio, Tóquio, Mumbai, Mar del Plata e Sundance já concordaram com os termos. Não haverá premiação este ano, com o presidente do júri da seleção principal Spike Lee sendo convidado a retornar à posição no evento de 2021.

A ausência maior, claro, é Veneza, que confirmou realização neste segundo semestre e vem “roubando” títulos envolvidos na mostra francesa para sua seleção. No caso específico dos brasileiros, outra falta sentida é da Mostra de Cinema de São Paulo, que assim como o (citado) Festival do Rio ainda não confirmou edição este ano.

Você pode conferir a lista completa de filmes “premiados” com o selo oficial de Cannes abaixo.

“Ammonite”, de Francis Lee
“Aya and the Witch”, de Goro Miyazaki
“Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz
“Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda Maria
“Cévennes”, de Caroline Vignal
“Des Hommes”, de Lucas Belvaux
“DNA”, de Maïwenn
“Druk (Another Round)”, de Thomas Vinterberg
“Eight and a Half”, de Ann Hui, Sammo Kam-Bo Hung, Ringo Lam, Patrick Tam, Johnnie To, Tsui Hark, John Woo e Woo-Ping Yuen
“El olvido que seremos”, de Fernando Trueba
“Enfant Terrible”, de Oskar Roehler
“Falling”, de Viggo Mortensen
“Flee”, de Jonas Poher Rasmussen
“The French Dispatch”, de Wes Anderson
“French Tench”, de Bruno Podalydès
“Gagarine”, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh
“Garçon chiffon”, de Nicolas Maury
“Good Man”, de Marie-Castille Mention Schaar
“Heaven”, de Im Sang-soo
“Here We Are”, de Nir Bergman
“Ibrahim”, de Samuel Gueismi
“Invasão Zumbi 2”, de Sang-ho Yeun
“John and the Hole”, de Pascual Sisto
“La mort du cinema et de mon pere aussi”, de Daniel Rosenberg
“Last Words”, de Jonathan Nossiter
“Le Discours”, de Laurent Tirard
“Limbo”, de Ben Sharrock
“Mangrove” e “Lover’s Rock”, de Steve McQueen (e parte da série “Small Axe”)
“Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante
“9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne
“On the Way to the Billion”, de Dieudo Hamadi
“L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte
“Passion Simple”, de Danielle Arbid
“Pleasure”, de Ninja Thyberg
“Rouge”, de Farid Bentoumi
“16 Printemps”, de Suzanne Lindon
“Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan
“Slalom”, de Charlène Favier
“Soul”, de Pete Docter
“Summer of ’85”, de François Ozon
“Sweat”, de Magnus von Horn
“Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma
“The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret
“True Mothers”, de Naomi Kawase
“The Truffle Hunters”, de Michael Dweck e Gregory Kershaw
“Un médecin de nuit”, de Elle Wajeman
“Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol
“Vaurien”, de Peter Dourountzis

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