Tim Cook, CEO of Apple, speaks on stage following an Apple Inc product launch in Cupertino

Tim Cook diz que Apple “precisa fazer mais” para combater racismo

CEO anuncia série de ações gerais que vão levar empresa a assumir responsabilidade na construção de um futuro "à altura dos maiores ideais de justiça e igualdade"

por Pedro Strazza

Atual CEO da Apple, Tim Cook publicou nesta quinta (4) uma carta no site oficial da companhia no qual confirma e reafirma o envolvimento da empresa nos movimentos contra o racismo sistêmico que explodiram na última semana e depois da morte de George Floyd. O tom é tudo menos autocongratulatório, com o executivo chegando a escrever que a Apple “precisa fazer mais” sobre a questão.

No texto intitulado “Speaking up on racism”, Cook declara que a companhia vai se comprometer em providenciar “recursos e tecnologia críticos” a escolas que passam por situações de injustiça e continuar a combater “as forças de injustiça ambiental” (que ele exemplifica com o aquecimento global) que lesam de maneira desproporcional as comunidades não-brancas. O CEO ainda promete que a Apple vai impulsionar ações de inclusão e diversidade dentro de seu ambiente de trabalho, além de anunciar doações a organizações que “lutam contra a injustiça racial e o aprisionamento em massa” como a Equal Justice Initiative.

“Este é um momento em que muitas pessoas talvez queiram apenas que tudo volte ao normal ou o status quo que é normalmente apenas confortável se nós desviarmos o olhar da injustiça.” comenta Cook na publicação; “Por mais difícil que seja de admitir, esse desejo em si é um sinal de privilégio. A morte de George Floyd é a prova chocante e trágica de que nós precisamos mirar um nível superior ao futuro ‘normal’ e construir um que viva à altura dos maiores ideais de igualdade e justiça”.

Como bem nota o Engadget, o texto não exatamente explicita doações ou especifica ações internas que Cook e a Apple irão tomar nos próximos dias e meses, mas ganhou espaço de destaque na página oficial da companhia.

Você pode ler a carta de Cook na íntegra – e só em inglês, por enquanto – aqui.

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