Google abre inscrições para programa de pesquisa na América Latina

Neste ano, oitava edição do Latin American Research Awards (LARA) também incentiva projetos relacionados à Covid-19

por Soraia Alves

Em um contexto como o atual, no qual saúde e tecnologia caminham juntas para oferecer mais ferramentas e soluções para a humanidade, projetos de pesquisa acadêmica são cada vez mais relevantes. Por isso, o Google anuncia a abertura das inscrições para a oitava edição do Latin American Research Awards (LARA), que neste ano também incentiva projetos relacionados à Covid-19.

Desde o surgimento do LARA em 2013, em parceria com as universidades locais, o objetivo do projeto é fortalecer a conexão da pesquisa com a economia e a sociedade em geral, e aumentar a circulação do conhecimento.

Nesta edição, a grande novidade é uma categoria exclusiva para projetos relacionados à Covid-19. Em um momento em que o Brasil e o mundo enfrentam tantos desafios, profissionais de diversas áreas têm se dedicado a estudos e análises diárias para tentar encontrar as melhores soluções para entender esse novo vírus e criar formas de combate à doença.

O Google vê a América Latina como um grande polo de inovação, e quer incentivar a pesquisa em diversas áreas, buscando projetos que também sejam relevantes localmente. “Com o novo campo de pesquisa, sobre a Covid-19, queremos incentivar pesquisadores do Brasil e de toda a América Latina a otimizar seus estudos e chegar mais a fundo em um assunto que afeta a população diretamente”, diz a empresa no comunicado oficial.

Este ano, o LARA distribuirá US$ 500,00 para projetos de estudantes de mestrado ou doutorado e também a seus orientadores acadêmicos. As bolsas mensais variam de US$ 1.200 para estudantes de doutorado e US$ 750,00 para seus orientadores, e US$ 750,00 para alunos de mestrado e US$ 675,00 para professores. As inscrições estarão abertas de 02 a 30 de julho de 2020, e as instruções podem ser encontradas aqui.

Os campos de pesquisa contemplados pelo LARA 2020 são:

  • Saúde/Covid-19;
  • Geo/Maps;
  • Interação entre humanos e computadores;
  • Recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica);
  • Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes);
  • Machine learning (aprendizado de máquinas ) e data mining (mineração de dados );
  • Dispositivos móveis;
  • Processamento natural de línguas;
  • Interfaces físicas e experiências imersivas;
  • Privacidade;
  • Outros tópicos relacionados a pesquisas na web.

Os projetos serão selecionados por um comitê formado por engenheiros do Centro de Engenharia do Google, em Belo Horizonte.

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