Estes logos esbranquiçados revelam o quão “diversas” são as lideranças das grandes empresas

Projeto True Colors busca chamar a atenção para o verdadeiro status da indústria e facilitar o acesso do público às informações sobre diversidade entre as principais empresas do mercado

por Pedro Strazza

Ainda que os protestos sobre a morte de George Floyd tenham gerado uma onda de empresas reforçando seu comprometimento com a luta contra o racismo no mundo, é difícil discernir quem de fato está buscando aumentar a diversidade em seu quadro executivo e de trabalhadores daqueles que simplesmente estão “pegando carona no tema do momento” para buscar umas curtidas fáceis. Mesmo que a resposta para este dilema talvez nunca ocorra, uma nova conta no Instagram busca pelo menos escancarar em que ponto cada grande companhia se encontra no momento quando o assunto é a questão racial.

O perfil no caso é o True Colors, um projeto paralelo tocado por uma equipe da Goodby Silverstein & Partners e liderado pela diretora de arte Eleanor Rath e o redator Trevor Joplin. A premissa é relativamente simples: para mostrar o nível de branquitude de cada empresa, as publicações da conta envolvem versões adaptadas dos logos de cada negócio para as cores brancas e preta – e quanto menos diversidade há nas lideranças da companhia, mais branca é a logomarca em si.

Quer um exemplo drástico? Então vamos com a NBA, que de acordo com os dados coletados pelo projeto é quase inteiro chefiado por pessoas brancas. Com apenas 10% dos proprietários da marca sendo não-brancos, é óbvio que o logo da liga no True Colors seria quase impossível de ser visto.

Por outro lado, no Lyft apenas 55% das lideranças são de posse de brancos, o que ajuda a marca a ser visível em sua publicação no perfil:

Ao Adweek, Rath declara que o intuito do True Colors era mesmo de fazer uma declaração sobre o status da indústria e facilitar o acesso do público à desigualdade nos quadros executivos, mas ainda elabora que o projeto ajuda a mostrar a influência das marcas na sociedade, mostrando como elas “ainda são comandadas pelas mesmas pessoas que estão escrevendo uma história que não se aplica à maioria do público”.

Você pode conhecer o projeto aqui.

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