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Spotify e Apple Music removem músicas com discurso de ódio do catálogo

YouTube e Deezer também adotaram medidas contra mais de 30 artistas e bandas envolvidos no caso

por Matheus Fiore

Após uma investigação, alguns serviços de streaming decidiram se posicionar sobre músicas com discurso de ódio em seus catálogos. Segundo relatório da BBC Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube possuíam, em seus enormes catálogos, músicas deliberadamente racistas e homofóbicas, e a maioria delas foi removida das plataformas.

Mais de 30 artistas e bandas possuíam conexões com grupos de ódio, segundo a BBC. Há até mesmo playlists públicas no Spotify de gêneros ligados ao nazismo. Alguns álbuns e músicas tinham seus títulos alterados para não serem identificados pelo algoritmo do aplicativo e, assim, pudessem permanecer com seu conteúdo de discurso de ódio.

Assim que a BBC noticiou o caso, as empresas se posicionaram rapidamente. O Spotify afirmou que bloqueia quaisquer faixas, álbuns ou artistas que expressem e incentivem ódio e violência. A Apple, por sua vez, disse que já possui diretrizes de uso e editoriais rígidas proibindo esse conteúdo. Já o YouTube simplesmente lembrou que “não há espaço para o ódio” em sua plataforma.

Ao que tudo indica, o conteúdo acaba entrando disfarçadamente nos catálogos e era consumido principalmente por grupos que já se identificavam com suas letras. Vale lembrar que o Spotify, por exemplo, possui mais de 50 milhões de faixas, e algumas milhões destas jamais sequer foram ouvidas, o que torna muito fácil você esconder conteúdo de ódio em seu catálogo de forma que apenas quem saiba o título o ouça de fato.

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