A woman wearing a protective face mask prays outside a church as priest Jorge Luiz de Oliveira delivers the Angelus prayer from the balcony of the Santuario Basilica de Sao Sebastiao, following the coronavirus disease (COVID-19) outbreak, in Rio de Janeiro

Não teve pra ninguém: dicionário Collins elege “lockdown” como palavra de 2020

Termo foi usado mais de 250 mil vezes no último ano, um salto se considerar que em 2019 ela só foi citada em 4 mil ocasiões

por Pedro Strazza

É uma tradição de tempos já que em todo fim de ano os dicionários resolvam eleger uma palavra que sintetize de alguma forma tudo que acontece nos últimos doze meses. E depois de um ano tão desgraçado, insuportável e esgotante como 2020, é óbvio que apenas um termo maldito poderia definir a jornada: “lockdown”.

A famigerada palavra que define a quarentena ou o confinamento mais agressivo foi pelo menos a escolha do dicionário Collins, que divulgou o “campeão” na última segunda, 9 de novembro.

De acordo com o anúncio oficial, “lockdown” acabou se destacando de outros tantos termos relacionados à pandemia aos olhos dos lexicógrafos porque ela foi uma “experiência universal para bilhões de pessoas ao redor do mundo, que tiveram que coletivamente fazer sua parte para combater a disseminação do Covid-19”. O time de pesquisa da publicação afirma que o termo foi utilizado mais de 250 mil vezes em 2020, um salto e tanto se considerar que em 2019 ela só foi lembrada 4 mil vezes.

“A língua reflete o mundo ao nosso redor e 2020 foi dominado pela pandemia global” escreve ainda Helen Newstead, consultora de conteúdo linguístico do Collins, sobre a decisão; “Escolhemos ‘lockdown’ como a palavra do ano porque resume uma experiência compartilhada por bilhões de pessoas que tiveram que restringir seu cotidiano para deter o vírus”.

Além de “lockdown”, outros nove verbetes foram listados pelo Collins como principais de 2020, incluindo “coronavírus”, “BLM” (a sigla do movimento Black Lives Matter), “key workers” (os trabalhadores que são fundamentais para o funcionamento da sociedade), “furlough” (as famigeradas demissões temporárias que assolaram a população nos últimos meses), “self isolate”, “distanciamento social”, “tiktoker”, “Megxit” (a saída do príncipe Harry e a princesa Meghan da coroa britânica) e “mukbang” (os vídeos que mostram pessoas comendo quantidades insanas para entretenimento).

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