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Extensões do Chrome passam a mostrar o que fazem com dados do usuário

A partir de 18 de janeiro, responsáveis por extensões precisarão ser mais transparentes com usuários

por Matheus Fiore

A partir de agora, o Google exigirá que as extensões para o Chrome, seu navegador, sejam mais transparentes com os usuários. A nova política, que passa a valer a partir de janeiro de 2021, exigirá que as extensões especifiquem para o usuário o que farão com os dados de navegação coletados durante seu uso. Além disso, a venda de dados para terceiros e o uso deles que não seja especificado e legal resultará no banimento dessas extensões.

As empresas e grupos responsáveis por extensões ainda têm pouco menos de dois meses para se adequar às novas políticas. A exigência só passará a ser aplicada no dia 18 de janeiro. Até lá, o Google aplicará um aviso aos desenvolvedores para que eles tenham suas extensões adequadas às novas diretrizes até o dia 18.

A novidade, claro, não garante que todas as extensões serão honestas com seus usuários, já que várias empresas ainda conseguirão mascarar o que fazem com os dados do usuário enquanto reportam apenas atividades normais e permitidas. É, porém, um passo importante para que o Google tenha mais liberdade para eliminar extensões maliciosas e para que o usuário tenha mais segurança ao navegar no Chrome.

Essa não é a primeira grande mudança no Chrome nos últimos meses. Em setembro deste ano, o Google também confirmou que extensões pagas seriam desativadas do navegador. Segundo a empresa, a decisão foi tomada porque os desenvolvedores já possuem outras maneiras de lucrar com pagamentos de usuários.

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