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Bolsonaro ganha “prêmio” de corrupto do ano

Organização multinacional, famosa por ter cooperado na investigação do caso Panama Papers, elegeu presidente brasileiro como maior figura corrupta de 2020

por Matheus Fiore

O Projeto Internacional de Relatórios sobre Corrupção e Crime Organizado, organização criada em 2006 que investiga casos de corrupção e crime organizado e que é formada por um consórcio de centros de investigação, mídia e jornalistas de vários continentes, elegeu o presidente Jair Bolsonaro como o “corrupto do ano”. A organização, vale lembrar, tem um histórico forte, tendo participado até mesmo da investigação no caso Panama Papers.

“Eleito na onda do escândalo da Lava Jato como um candidato anti-corrupção, Bolsonaro em vez disso se cercou de figuras corruptas, usou propaganda para promover sua agenda populista, minou o sistema de justiça brasileiro e travou uma guerra destrutiva contra a Amazônia, que enriqueceu alguns dos piores proprietários de terras do Brasil”, afirma a OCCRP.

https://twitter.com/occrp/status/1344299186058104834?s=21

A OCCRP ainda afirma que Bolsonaro venceu por uma diferença mínima outros líderes populistas, como o presidente americano Donald Trump e o turco Recep Erdogan, ficando sozinho com o grande “prêmio”. Todos os finalistas utilizaram propaganda e o sucateamento das instituições democráticas de seus países, além de terem politizado seus sistemas judiciários, beneficiando ciclos corruptos e afastando seus países de uma democracia plena em prol da autocracia. O oligarca ucraniano Ihor Kolomoisky completou a lista de finalistas.

A organização não poderia deixar de lembrar, claro, dos casos envolvendo seus filhos Flavio e Carlos Bolsonaro, frequentemente investigados de corrupção e esquemas de lavagem de dinheiro. Nessa década, a organização também premiou líderes de importantes países, como Vladimir Putin, da Rússia. Os últimos vencedores foram Joseph Muscat, primeiro-ministro de Malta, o banco dinamarquês Danske Bank e o presidente filipino Rodrigo Duterte.

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