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É tetra: Donald Trump é banido do Twitter

Tuítes do atual presidente dos EUA sobre se recusar a comparecer à cerimônia de inauguração da administração do sucessor, Joe Biden, foram a gota d'água

por Pedro Strazza

Acabou. Depois de ser suspenso por tempo indeterminado do Facebook e do Instagram, o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi oficialmente banido do Twitter na noite desta sexta-feira, 8 de janeiro.

A decisão foi anunciada pela empresa no perfil oficial relacionado à segurança, no qual escreve que a opção foi tomada depois de uma “avaliação dos tuítes recentes” feitos pelo executivo mostraram que o usuário oferecia risco de “maior incentivo à violência”. “No contexto dos eventos horríveis desta semana, nós deixamos claro na quarta que violações adicionais das regras do Twitter poderiam potencialmente resultar neste exato curso de ação” afirma ainda a companhia no anúncio do blog oficial.

O Twitter declara por fim que os dois tuítes publicados na conta oficial de Trump no despertar da invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro “precisam ser lidos no contexto mais amplo do país e nas formas pelas quais as declarações do presidente podem mobilizar diferentes audiências, incluindo a incitação à violência, bem como no contexto de um padrão de comportamento da conta nas últimas semanas”. Os últimos tuítes de Trump sobre se recusar a comparecer à cerimônia de inauguração da presidência de Joe Biden, segundo a empresa, “muito provavelmente encorajavam e inspiravam pessoas a replicar atos criminais” como o do Capitólio. Você pode ler o comentário oficial sobre a expulsão do presidente na íntegra aqui.

O fim de sua conta pessoal na rede social não é a única péssima notícia que Trump recebeu na noite de hoje. O Politico e o New York Times confirmaram nesta sexta que o Google suspendeu da Play Store o aplicativo Parler, plataforma que ficou bastante conhecida nos últimos meses por oferecer menos moderação e portanto ser uma alternativa mais amigável a núcleos conservadores dos Estados Unidos – justamente parte crucial do eleitorado mais fanático de Trump.

Em declaração oficial sobre o caso, o Google declara que a suspensão se dá “em vista da contínua e urgente ameaça à segurança pública” e que ele permanecerá até que o Parler resolva as múltiplas questões que se tornaram advertências da companhia. Isso inclui a continuidade de publicações que incitam a violência dentro da plataforma, algo que a moderação do aplicativo falhou em abordar nos últimos meses e semanas.

Outra empresa bastante criticada pela ausência de ações contra o Parler, a Apple também teria dado um ultimato ao aplicativo esta semana, segundo o Buzzfeed News, dando até o próximo sábado (9) para que a questão seja resolvida antes que a plataforma seja removida da App Store.

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