FILE PHOTO: Trump supporters protest during a Stop the Steal rally at the U.S. Capitol Imagem: FILE PHOTO: Supporters of U.S. President Donald Trump gather at the west entrance of the Capitol during a “Stop the Steal” protest outside of the Capitol building in Washington D.C. U.S. January 6, 2021. Picture taken January 6, 2021. REUTERS/Stephanie Keith/File Photo

Bumble suspende filtro político nos EUA ao detectar invasores do Capitólio entre usuários

Usuários conservadores envolvidos no ataque começaram a postar fotos de sua participação para fazer bombar seus perfis no aplicativo

por Pedro Strazza

O Bumble confirmou no fim da última quinta (14) que desativou temporariamente o filtro político de seu aplicativo nos Estados Unidos. A razão em termos oficiais é o que a empresa define como “evitar mal uso” da plataforma, mas envolve a utilização do app de relacionamentos por indivíduos que participaram da invasão ao Capitólio do país na semana passada – que a companhia já afirma estar deletando conforme for detectando (veja abaixo).

A ferramenta suspensa no caso é clássica do serviço e permite que o público se identifique por termos como “apolítico”, “moderado”, “liberal” e “conservador” para melhorar o pareamento com outros interesses românticos. A questão é que desde o dia 6 de janeiro a categoria conservadora da plataforma começou a ser habitada por homens que faziam questão de mostrar que tinha participado da tentativa de golpe orquestrada por apoiadores do atual presidente Donald Trump – e muitas usuárias começaram a reportar o problema ao Bumble.

Entre as contas flagradas na atividade, o Bloomberg reporta que uma delas chegou a postar fotos de seu envolvimento na invasão, incluindo uma em que ele estaria fumando um baseado no escritório de um dos senadores. O resultado é que seu perfil começou a bombar nas horas e dias subsequentes às postagens.

Ao Mashable, o Bumble declara que proíbe conteúdos que “encorajem qualquer atividade ilegal” e que vem cooperando com a lei para fornecer os dados necessários dos envolvidos na invasão e remover os conteúdos que incentivem insurreições.

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