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WhatsApp confirma que aplicativo deixa de funcionar para usuários que não aceitarem novos termos de privacidade

Com prazo final para 15 de maio, usuários que não aceitarem termos não serão capazes de ler ou enviar mensagens pelo aplicativo (mas vão poder reconsiderar decisão depois da data)

por Pedro Strazza

O WhatsApp no começo do ano enfrentou uma baita polêmica com seus novos termos de privacidade, chegando ao ponto de precisar esclarecer publicamente que não estaria mudando as políticas para ter acesso a todas as comunicações privadas dos usuários de forma a compartilhar com o Facebook. Enquanto o caso ajudou concorrentes como o Signal e o Telegram a ampliarem sua audiência, o aplicativo ainda precisa fazer o controle de danos sobre a situação e confirmar o óbvio: se você não aceitar os termos, a plataforma basicamente vai parar de funcionar para sua conta.

Em uma nova atualização de seu fórum de perguntas frequentes, a companhia escreve que os usuários que não tiverem concordado com a atualização não vão conseguir mais ler ou enviar mensagens no app a partir do dia 15 de maio, atual prazo final para a efetivação das mudanças. Chamadas e notificações estão previstas para continuar a funcionar, mas a página diz que será por um período muito curto de tempo – e de acordo com o TechCrunch, essa janela é de no máximo algumas semanas.

O curioso é que o app confirma que nenhuma conta será deletada por não concordar com os termos, conforme aqueles que recusarem inicialmente a política poderão reconsiderar depois do dia 15. Há um pulo do gato, porém: como medida de segurança, o WhatsApp deleta quaisquer contas que se mantiverem inativas por mais de 120 dias, uma condição que todo usuário estará sujeito uma vez que a plataforma parar de funcionar em decorrência… da ausência de concordância sobre os novos termos.

Enquanto isso, o WhatsApp segue fazendo todo o esforço possível para conscientizar as pessoas de que as novas políticas de privacidade não oferecem riscos. Além do adiamento da efetivação da mudança de 8 de fevereiro para 15 de maio, a companhia já apela até mesmo para um banner dentro do app para explicar os pormenores dos termos, que diz respeito a mensagens enviadas a perfis de negócios – que serão armazenados em servidores do Facebook e, de forma separada, poderão ser usados para fins de publicidade.

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