Depois da Apple ressuscitar o "PC Guy", agora é a vez da Intel fazer o mesmo com o "Mac Guy"

Depois da Apple ressuscitar o “PC Guy”, agora é a vez da Intel fazer o mesmo com o “Mac Guy”

O contra-ataque veio (e mirando a falta de diversidade e praticidade dos modelos da concorrente)

por Pedro Strazza

Faz uns 3 meses que a Apple de surpresa ressuscitou parte da sua icônica campanha “Get a Mac” durante o anúncio da sua nova geração de Macs, trazendo de volta John Hodgman para o papel de um “PC Guy” muito revoltado com os novos chips M1 da companhia. Tudo lindo e maravilhoso para os fãs da marca, mas o que talvez ninguém esperasse é que alguém fosse pensar a mesma ideia para zoar de volta a fabricante – o que, quem diria, aconteceu pelas mãos da Intel.

No caso o novo retorno “inverso” do “Get a Mac” trata literalmente do outro lado, com a Intel contratando Justin Long, o “Mac Guy”, para fazer novas comparações entre os computadores das duas empresas – agora favoráveis à contratante, é claro. Batizada de “Justin Gets Real”, a campanha por enquanto conta com cinco vídeos e o mesmo modo de operação: Long se apresenta como “só um cara fazendo uma comparação real entre Mac e PC” (ao invés de Mac, o que é bom pra evitar o processinho) e imediatamente é apresentado a aparelhos das duas marcas.

Mas a melhor parte são mesmo as piadas. Os comerciais tiram sarro de tópicos como a falta de telas touchscreen e jogos, a impossibilidade de telas simultâneas e até mesmo a pobreza de modelos do Mac quando comparados com a Intel. Tem até anúncio fazendo graça da ausência de flexibilidade do computador da Apple, apontando que só na “concorrente” você pode ter um PC que pode virar um tablet. Confira abaixo todas as peças.

Enquanto na publicidade é tudo uma questão de “responder à altura” uma provocação, no campo dos negócios a campanha “Justin Gets Real” é também uma forma da Intel se movimentar publicamente em torno do fim da parceria com a Apple para fornecimento dos processadores para os Macs – um evento que aconteceu para abrir caminho ao M1 fabricado pela companhia. Em termos de tecnologia, porém a companhia já percebeu que precisa fazer mais que apenas produzir chips com poder semelhante ao da nova concorrente.

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