passaporte-covid-ny Imagem: Divulgação/New York State

Nova York apresenta primeiro passaporte digital de vacinação contra Covid-19 nos EUA

Desenvolvido em parceria com a IBM, principal objetivo da plataforma é acelerar a reabertura de lugares como estádios e casas de shows

por Soraia Alves

O estado de Nova York é o primeiro lugar nos Estados Unidos a adotar um passaporte digital de vacinação contra a Covid-19, anunciado pelo governador Andrew Cuomo. De acordo com o USA Today, o Excelsior Pass pode ser usado de forma gratuita e voluntária pelos residentes do estado para comprovar que já foram vacinados ou recentemente testados como negativos para a Covid-19.

Desenvolvido em parceria com a IBM, o passaporte digital pode ser acessado através de um aplicativo no smartphone (Android ou iOS) ou de um código QR disponibilizado na entrada de eventos, por exemplo. O principal objetivo da plataforma é acelerar a reabertura de lugares como estádios, casas de shows, restaurantes e outros negócios especialmente prejudicados pela necessidade de distanciamento social. O Madison Square Garden já anunciou que passará a utilizar o Excelsior Pass a partir desta semana.

“A questão ‘saúde pública ou economia’ sempre foi uma escolha falsa. A resposta deve ser ambas”, disse o governador Andrew Cuomo em comunicado. “À medida que mais nova-iorquinos são vacinados a cada dia e as principais medidas de saúde pública continuam a atingir regularmente suas taxas mais baixas em meses, o Excelsior Pass anuncia o próximo passo em nossa reabertura criteriosa e baseada na ciência“, explica.

As autoridades estaduais enfatizam que o passaporte é totalmente voluntário tanto para empresas quanto para o público em geral. Eles ainda ressaltam que o app não armazena ou rastreia dados de saúde privados e que uma combinação de blockchain e criptografia ajuda a proteger os dados dos usuários, bem como garantir que as informações sejam verificáveis. Em outras palavras, não há como falsificar um passaporte de vacinação.

Apesar da praticidade da ferramenta, ela levanta questões éticas, afinal, não deixa de ser sobre o compartilhamento de dados médicos apenas para participar de um evento. Ao mesmo tempo, o app mostra como a tecnologia pode facilitar a recuperação econômica num momento em que a pandemia ainda não acabou.

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