iI26XT3sGZJZgc2TZEEqxegBNLe Imagem: Divulgação

16 anos após fundação, estúdio de animação Laika vai se arriscar no live-action

Conhecido pelas animações em stop-motion, produtora de "Coraline" e "Kubo e as Cordas Mágicas" vai adaptar livro de John Brownlow como um suspense de ação

por Pedro Strazza

Com 16 anos de existência e cinco longas-metragens de animação em stop-motion lançados, a Laika vai mergulhar pela primeira vez nos filmes em carne e osso. O estúdio anunciou nesta quarta (31) uma expansão de seus negócios para a produção de seu primeiro filme live-action ao adquirir os direitos do livro “Seventeen”, de John Brownlow.

Descrito como thriller de ação pelo estúdio, o projeto não interfere no foco da Laika em animações em stop-motion, com o sexto filme do estúdio ainda a pleno vapor. À Variety, o presidente e CEO Travis Knight escreve que a produtora “está levando sua filosofia” de misturar arte, construção e tecnologia “para uma direção nova e excitante”, mantendo o comprometimento assim de “fazer filmes que importam”.

Previsto para ser publicado em 2022, “Seventeen” no caso é a estreia de Brownlow na literatura após trabalhar anos como produtor. Antes do livro, o criativo trabalho em salas de roteiro das minissérie “The Miniaturist” e “Fleming”, além de assinar em 2003 o texto da cinebiografia “Sylvia: Paixão Além das Palavras”, sobre o romance de Ted Hughes e Sylvia Plath. Knight declara que o livro como um “duro coquetel de sagacidade perversa, que transpira ação e emoção bruta”, mas não deu maiores detalhes sobre a premissa.

Criada em 2005 e desde 2014 dona de uma divisão de conteúdo comercial independente, a Laika até o momento tem em prestígio da indústria o sucesso que não obteve comercialmente. Todos os cinco longas produzidos pelo estúdio (“Coraline e o Mundo Secreto”, “ParaNorman”, “Os Boxtrolls”, “Kubo e as Cordas Mágicas” e “Link Perdido”) foram indicados ao Oscar e outros prêmios importantes do circuito, mas não fizeram uma bilheteria maior que US$ 124 milhões – “Link Perdido” inclusive deu prejuízo, registrando US$ 26 milhões com um orçamento alto de US$ 102 milhões. A expansão certamente vem para ajudar a companhia a aumentar as fontes de receita.

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