Converse City Forests
Imagem: Divulgação/SWEAT Productions

Projeto Converse City Forests propõe reflexão sobre mudança climática por meio de inundações virtuais

A partir de projeções visuais em lugares como o Museu do Amanhã e os Arcos da Lapa, a iniciativa busca criar um alerta sobre a elevação do nível dos oceanos

por Soraia Alves

Buscando integrar moda, arte urbana, sustentabilidade e potências criativas ao redor do mundo, o projeto global Converse City Forests, da Converse, tem demonstrado o grande impacto de ações locais afirmativas por meio do poder de transformação socioambiental da expressão artística. Em curso desde 2020, a iniciativa promove a pintura de murais com uma tinta fotocatalítica à base de cal desenvolvida pela Graphenstone, que, durante seu processo de secagem e ao longo de sua vida útil, absorve parte das substâncias nocivas presentes no ar – como o gás carbônico, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa – para purificá-lo em seu entorno. 

Após passar por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, Converse volta à capital carioca para promover essa reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global e materializar suas consequências de forma virtual. No último domingo, 13/06, a marca promoveu projeções em marcos históricos do Rio de Janeiro, como o Museu do Amanhã e os Arcos da Lapa, que simulam os efeitos de sua inundação, com palavras de ordem que convidam o espectador a rever seu estilo de vida para preservar o que ainda resta da natureza. As informações são baseadas em artigos científicos que preveem uma elevação iminente no nível dos oceanos, em decorrência do aumento da temperatura global e o consequente derretimento das geleiras.

Divulgação/SWEAT Productions
Divulgação/SWEAT Productions

Com projeções alarmantes para os próximos séculos, o problema já está presente: o nível dos oceanos está subindo aproximadamente 3 milímetros por ano, segundo estudo da NASA, e este número tende a crescer cada vez mais caso as emissões de gases nocivos não sejam reduzidas drasticamente nas próximas décadas. O fenômeno afetaria diretamente o convívio humano e a configuração das cidades, especialmente em regiões costeiras como o Rio de Janeiro.

Além das projeções em videomapping, criadas pela VJ carioca Carol Santana, a ação contou com uma “inundação digital” nas redes sociais. Por meio de publicações que trazem telas na cor Azul Oceano, a Converse busca gerar awareness sobre a urgência do problema, convidando a audiência a recriar o amanhã por meio das atitudes de hoje, simbolizando como, por meio de atitudes locais como pintar um mural, é possível contribuir para a amenização deste cenário. A iniciativa contou com o apoio de artistas como Maria Flor e Ícaro Silva, a cantora Majur e a criadora de conteúdo Maria Bopp.

O projeto, que já passou por cidades como Bangkok, na Tailândia, Sydney, na Austrália, e Santiago, no Chile, reúne artistas independentes em obras que exploram temas como igualdade racial e de gênero, diversidade cultural e figuras marcantes da contracultura local. No Brasil, Converse City Forests já contou com o apoio de artistas expoentes como Rimon Guimarães, André Kajaman, Nila Carneiro e Andressa Monique, colocando o afrofuturismo e as culturas indígenas em pauta. 

O conteúdo pode ser acompanhado pela página oficial da marca no Instagram e no portal global Converse City Forests.

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