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Imagem: Zac Freeland/Vox

Reino Unido vai investigar Amazon e Google por permitir avaliações falsas

Empresas teriam sido omissas enquanto lojas compravam ou fabricavam avaliações positivas fraudulentas para produtos vendidos online

por Matheus Fiore

Duas das maiores empresas do mundo, o Amazon e o Google, estão sendo investigados no Reino Unido pela CMA, o órgão britânico que analisa mercados e competição. As duas companhias possivelmente não protegeram devidamente os clientes de suas plataformas de avaliações falsas de produtos, o que pode levar o público a comprar produtos de qualidade duvidosa.

A ação começou em maio, quando a CMA manifestou preocupações sobre o tratamento que as empresas de avaliações falsas ou enganosas tiveram nos sites de Amazon e google. Na época, os investigadores não revelaram quais empresas estavam sendo investigadas.

Amazon e Google são duas das empresas com maior poder sobre o ecommerce e pesquisa online. Em 2020, as vendas online da Amazon cresceram 37% e chegaram a US$ 386 bilhões, já que o mundo passou a fazer muito mais compras pela internet em virtude da pandemia do novo coronavírus. Já o Google tem investido pesado no seu Shopping, plataforma de compras lançada em 2019.

As duas empresas possivelmente não fizeram um bom monitoramento de quais lojas estavam sendo supervalorizados por avaliações falsas de seus produtos. Com isso, muitos clientes podem ter sido levados a comprar produtos de qualidade duvidosa ou até mesmo serem enganados pelas falsas avaliações positivas.

Segundo o Engadget, a CMA já havia pressionado o eBay, o Facebook e o Instagram para monitorar com mais eficácia as avaliações falsas após constatar que elas são muito eficientes para incentivar a compra. Como resultado, as três plataformas concordaram em remover o conteúdo identificado. O Facebook, por exemplo, chegou a remover mais de 16 mil grupos que estavam negociando avaliações falsas.

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