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Imagem: Reprodução

Vendas do PlayStation 5 já compensam custos de fabricação para Sony

Enquanto versão tradicional já equilibrou sua parte da balança, edição digital do console é compensada pela venda de acessórios e outros hardwares da empresa na área (como o PS4)

por Pedro Strazza

Ainda faltam 3 meses para o PlayStation 5 completar um ano de vida no mercado, mas o console mais recente da Sony já está lucrando acima de seus altos custos de fabricação. A informação vem do CFO da companhia, Hiroki Totoki, que de acordo com o Bloomberg revelou as boas notícias durante a última reunião com os acionistas.

A situação vale para ambas as versão do aparelho. Enquanto a edição tradicional do PS5, que vem com drive de disco e está no mercado brasileiro pelo valor de R$ 4.699, já tem número de vendas financiando os custos de produção, a versão “digital” do aparelho, que vem sem o drive e pode ser adquirida por R$ 4.199, está no caminho para ter o orçamento de fabricação compensado pela performance de outros hardwares, incluindo acessórios e o próprio PlayStation 4.

Para a Sony, esse cenário não poderia ser melhor. Embora o PS5 tenha demorado um trimestre a mais para repetir o feito do PS4 em sua trajetória inicial, por conta da pandemia o atual console enfrenta problemas graves de disponibilidade desde o debute e a companhia diz que até o começo de 2022 não será capaz de dar conta dessa questão de alta demanda. E considerando que o modelo conta com peças bastante caras em sua concepção, o temor de que ele repetisse a história do PlayStation 3 – que por anos fez sangrar as contas da empresa – era bastante real.

O que contrabalanceia tudo isso é a performance de vendas. Enquanto já na semana passada a Sony confirmo que o PS5 já ultrapassou a marca de 10 milhões de unidades adquiridas por consumidores, a companhia também registrou no último trimestre uma altura de 500 mil unidades vendidas do PS4, o que leva os números do aparelho a um volume de 116,4 milhões de unidades colocadas no mercado.

O cenário certamente é muito melhor que o da concorrente Microsoft, que no começo do ano chegou a revelar que todas as vendas de seus aparelhos Xbox sozinhas operam no prejuízo e que só são compensadas pela venda de serviços e assinaturas online.

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