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Imagem: Getty Images

Com pandemia, Premier League e La Liga decidem não liberar jogadores para eliminatórias da Copa do Mundo

Seleção brasileira ficaria totalmente desfalcada caso Conmebol não adie as partidas de setembro

por Matheus Fiore

A Premier League (Inglaterra) anunciou que não vai liberar os atletas que atuam por clubes ingleses para participarem dos jogos da seleções válidos pelas eliminatórias da Copa do Mundo do Catar, de 2022, e que ocorram em países da “lista vermelha”, que marca países ainda muito ameaçados pela pandemia. Para a seleção brasileira, a medida afetará 60 atletas de 19 clubes diferentes, que tinham viagens previstas para 26 países fora do Reino Unido. Além do Brasil, Argentina e Chile também fazem parte da lista.

Entre esses 60 jogadores, 9 representariam a seleção brasileira. São eles Thiago Silva (Chelsea), Richarlison (Everton), Raphinha (Leeds), Alisson, Fabinho e Roberto Firmino (Liverpool), Ederson e Gabriel Jesus (Manchester City) e Fred (Manchester United). Posteriormente, a La Liga (Espanha) também aderiu à ideia, reduzindo ainda mais as opções para as seleções de países da “lista vermelha”.

Casemiro, Éder Militão e Vinícius Júnior (Real Madrid) e Matheus Cunha (Atlético de Madrid) seriam alguns dos atletas impedidos de participar dos jogos. Além destes, atletas que não vem sido convocados, mas possuem passagens recentes na seleção também estariam indisponíveis, como Renan Lodi (Atlético de Madrid) e Rodrygo (Real Madrid).

Agora, discute-se até mesmo a suspensão das partidas, visto que muitas seleções (como a brasileira e a argentina) estariam bastante desfalcadas em virtude do bloqueio. Além disso, outros países podem aderir ao bloqueio e prejudicar ainda mais as seleções. Caso a Ligue 1, da França, também apoie a ideia, a próxima convocação não teria, por exemplo, Messi e Neymar, os dois principais jogadores sul-americanos da última década. Além deles, Marquinhos, Leandro Paredes e Angel Di Maria também ficariam de fora.

Caso a Conmebol decida seguir com as partidas, é provável que seleções como a brasileira sejam montadas majoritariamente por jogadores que disputam campeonatos na América do Sul, o que cria outro problema: o desfalque dos clubes brasileiros. Pelo fato de o calendário da CBF não ser interrompido durante datas FIFA, clubes com jogadores renomados como Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro seriam obrigados a ceder boa parte de seu elenco para a seleção brasileira durante períodos críticos da temporada.

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