Comercial usa versão sombria de “Teenage Dream” para contar histórias de sobreviventes de tiroteios em escolas

Campanha da Sandy Hook Promise busca conscientizar público norte-americano dos sinais que podem ser encontrados em jovens com transtornos ou propensos a atos de violência

por Pedro Strazza

Há dez anos Katy Perry tornava “Teenage Dream” em mais uma dessas baladas românticas sobre o amor na adolescência a chegar ao topo das paradas musicais, mas agora, onze anos depois, a canção é usada para um fim mais sóbrio. A ONG Sandy Hook Promise lançou nesta segunda-feira (13) um novo comercial embalado pela faixa, agora cantada em forma de um cover por sobreviventes de tiroteios em escolas nos EUA – o que obviamente transforma o significado da letra.

Criada pela BBDO New York e dirigida por Henry-Alex Rubin, a peça “Teenage Dream” é tão poderosa quanto outras incursões publicitárias da ONG. Além da versão triste, o comercial também apresenta as histórias de todos os participantes do cover e como eles tiveram a vida mudada pelos atentados ocorridos em seus locais de educação. Os relatos são fortes, de pessoas que viram os amigos morrer a quem convive até hoje com resíduos (e as consequências) de bala no corpo. Você pode conferir a campanha acima na íntegra.

Além de reforçar todos os efeitos de tragédias do tipo na população, a ação da Sandy Hook também busca chamar a atenção do público norte-americano para o conjunto de sinais que podem ser encontrados em pessoas com comportamento problemático, saúde mental prejudicada e outros quadros que podem levar jovens a cometer atos de violência. A mensagem contra o acesso fácil a armas também está presente de forma sutil, quando a ONG lembra que no último ano quebrou-se mais uma vez o recorde de tiroteios em escolas nos EUA.

A Sandy Hook Promise se mantém bastante ativa na sua luta de conscientização desde a fundação em 2012. Enquanto em 2016 a ONG usou uma narrativa inocente de um garoto engajado numa história de amor para mostrar como tragédias se formam de maneira desapercebida, em 2019 foi mais direta no guia de sinais que podem identificar um jovem em risco de cometer um atentado do tipo.

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