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Imagem: Divulgação

Electronic Arts considera renomear franquia “FIFA” e encerrar parceria com organização

Pagamento anual de US$ 100 milhões à federação pode ser um dos motivos que impulsiona mudança

por Pedro Strazza

Dona da franquia dos games “FIFA”, a Electronic Arts estuda não renovar a parceria com a organização de futebol para o principal simulador do esporte no mercado. De acordo com a IGN, a informação foi veiculada pelo vice-presidente da divisão esportiva do estúdio, Cam Weber, durante a divulgação para imprensa do lançamento oficial da atual versão do jogo, o “FIFA 22”, e é visto sobretudo como a “exploração de uma ideia”.

“Conforme olhamos para frente, nós também exploramos a ideia de renomear nossos jogos globais de futebol da EA Sports” escreve o executivo no documento, que esclarece que isso não afeta a relação da companhia com ligas e clubes incluídos no game; “Isso significa que nós estamos revendo nosso acordo de naming rights com a FIFA, o que é algo separado de nossas outras parcerias e licenças com o mundo do futebol”. A parte mais interessante da declaração está na forma como Weber se refere ao jogo, agora chamado de um game de futebol da EA Sports.

Ainda que seja possível conectar a hesitação da companhia em renovar o acordo com os inúmeros escândalos de corrupção que envolveram a FIFA nos últimos anos, o Uol dá uma explicação um pouco mais plausível para o porquê da Electronic Arts considerar a manobra: dinheiro. O estúdio hoje paga US$ 100 milhões anuais à FIFA pelos direitos de uso do nome da organização, um montante que por acaso é a principal fonte de receita da federação. Com a crise econômica intensificada pela pandemia, a EA estaria atrás de formas de economizar.

É bom lembrar que uma medida dessas não é inédita para o estúdio. A franquia da EA voltada para o futebol americano, por exemplo, é batizada hoje de “Madden” ao invés de NFL, uma homenagem ao ex-técnico John Madden.

Enquanto Weber garante na divulgação que as discussões não envolvem afastar a franquia futebolística do comprometimento de simulador de futebol, a informação é circulada poucos dias depois da concorrente Konami lançar no mercado o “eFootball”, jogo sucessor do formato “Pro Evolution Soccer” adaptado como plataforma online única, com uma recepção bem desastrosa. Enquanto o adversário patina na busca para se descolar do formato, a Electronic Arts talvez esteja aproveitando a oportunidade de mudança para se desvencilhar de um “pedágio” bastante caro em uma de suas marcas mais lucrativas.

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