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man face scan biometric digital technology
Imagem: Crédito da imagem: Freepik

Escolas britânicas usam reconhecimento facial para garantir o pagamento do lanche

Quem decide se as crianças podem ou não aderir à tecnologia são os pais

por Carolina Firmino

Sistemas de reconhecimento facial estão se tornando cada vez mais comuns no mundo todo. Dessa vez, o recurso chegou às escolas do Reino Unido, mais especificamente em North Ayrshire, na Escócia. Um grupo de nove colégios começou a utilizá-lo como forma de verificar os pagamentos dos lanches e refeições escolares, com a justificativa de que essa é uma maneira mais rápida e higiênica de receber dos alunos. No entanto, a rede de defensores da privacidade alerta para uma normalização da vigilância.

Segundo o The Verge, o folheto distribuído aos pais nessas escolas explica que “com o reconhecimento facial, o aluno simplesmente seleciona a refeição, olha para a câmera e vai embora, agilizando o serviço de almoço e retirando qualquer contato no ponto de venda”. Entre as dúvidas sanadas pela administração, está a de que os dados biométricos coletados são armazenados por criptografia e excluídos assim que a criança deixa o local. Além disso, são os pais que autorizam que os filhos usem essa alternativa e podem usar o PIN para verificar os pagamentos.

Folheto distribuído aos pais explicando a tecnologia | Imagem: Reprodução The Verge

Em entrevista ao The Financial Time, David Swantson, representante da CRB Cunninghams, empresa responsável por instalar essa tecnologia de reconhecimento facial, disse que o tempo de pagamento foi reduzido em cinco segundos, e que mais de 65 escolas contrataram o serviço, desde 2020, em forma de teste. Conforme relatos feitos ao jornal, 97% dos pais autorizaram essa adesão, mas houve quem identificou certo desconhecimento dos filhos sobre a tecnologia, considerando que eles foram na “onda dos colegas”.

Por mais que o recurso de reconhecimento facial esteja se popularizando, alguns movimentos, em muitos países, atuam para conter esse avanço, com o argumento de que essa é uma prática tendenciosa para além das linhas raciais e de gênero, e que apresentam mais desvantagens do que supostos benefícios.

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