A Vivo decidiu enfrentar um dado incômodo: apenas 22% dos profissionais de inteligência artificial no mundo são mulheres (Fórum Econômico Mundial). O projeto “IA Delas” quer inspirar meninas e mulheres a verem na tecnologia um caminho de conquista profissional, usando as próprias executivas da empresa como exemplo.
A iniciativa ganha relevância diante de pesquisa da Oliver Wyman mostrando que só 51% das mulheres no mercado de trabalho dizem usar IA no dia a dia. O projeto criará conteúdos com depoimentos de executivas de tecnologia da Vivo, destacando Adriana Lika, que lidera o time de IA da empresa.
Por que importa: Num momento em que IA domina discussões sobre futuro do trabalho, a sub-representação feminina no setor pode perpetuar vieses e criar tecnologias que ignoram metade da população. É tentativa corporativa de intervir em pipeline de talentos que começa torto desde a escola.
Contexto preocupante (segundo Harvard Business School):
A estratégia da Vivo:
O elefante na sala: Casos como o de Timnit Gebru, demitida do Google por questionar riscos éticos de IA, mostram que o problema vai além de inspirar meninas. O setor tech ainda penaliza mulheres que levantam questões críticas sobre desenvolvimento responsável de tecnologia.
Estudos mostram que mulheres dão mais peso a ética, transparência e fairness ao avaliar ferramentas de IA. Isso deveria ser visto como vantagem competitiva, não obstáculo. Mas a realidade é que questionamentos éticos ainda são vistos como “atrapalhar inovação”.
O paradoxo corporativo: Empresas como Vivo criam projetos para atrair mulheres para IA enquanto o setor tech global ainda luta com cultura que afasta profissionais femininas. É importante, mas insuficiente se não vier acompanhado de mudanças estruturais.
Dados que importam:
O timing brasileiro: Com IA dominando agendas corporativas e educacionais, iniciativas como “IA Delas” são necessárias. O gap de gênero em tech não é novo e agora está sendo amplificado pela revolução da IA.
Se o projeto conseguir ir além de vídeos inspiracionais e criar mudanças reais em como meninas veem carreiras em tecnologia, terá cumprido papel importante. Mas o verdadeiro teste será quantas dessas meninas inspiradas conseguirão, anos depois, permanecer e prosperar num setor que ainda vê diversidade como “nice to have” e não necessidade estratégica.
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