CP+B vira Crispin e abraça o sotaque brasileiro
Agência do grupo Stagwell simplifica marca, adota tagline "Criatividade Coletiva" e lança identidade que troca o design global por referências de cultura local
A CP+B Brasil agora se chama Crispin. A mudança oficializa o que já acontecia na prática: clientes, parceiros e funcionários já usavam o nome espontaneamente. Junto com o rebrand, a agência lança nova identidade visual com referências da cultura brasileira, tagline “Criatividade Coletiva” e um filme com trilha original da Jamute que parte do samba e da MPB.
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Por que importa: O nome CP+B sempre gerou fricção no Brasil. A sigla é pouco intuitiva, difícil de pronunciar e carrega o peso de uma marca global que nem sempre traduzia a operação local. Simplificar para Crispin é admitir que a forma como o mercado já te chama é mais forte do que a arquitetura de marca que você planejou. É uma decisão rara de pragmatismo num setor que adora complicar nomes, geralmente adicionando ainda mais iniciais.

A identidade: André Kassu, coCEO, resume a diretriz visual: “Eu queria que a gente tivesse uma identidade visual que não tivesse medo de ser brasileira.” O novo sistema usa cores e composições que contrastam propositalmente com o design global da rede, reforçando a autonomia criativa da operação brasileira dentro do grupo Stagwell.
Segundo comunicado da agência, o rebrand acompanha “um ciclo de crescimento acelerado”:
- No Ranking de Agências do Ibope, saltou da 48ª para a 21ª posição
- A agência dobrou de tamanho em número de pessoas em 2025.

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