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Falta muito pra Joss Stone chegar?

por Felipe Cotta

Anote na agenda: Joss Stone vem fazer 5 shows aqui no Brasil, em novembro.

Dez anos de carreira. 6 álbuns no currículo. Uma voz que, lá em 2003, ninguém conseguia acreditar que saía de uma inglesa, adolescente e loura. Um disco de estreia que capturava o espírito dos clássicos albuns de soul dos anos 60 e 70, desde a sonoridade até a arte da capa. Onze milhões de discos vendidos até agora e uma ousadia muito bem-vinda para uma artista (que poderia muito bem ter só ficado no conforto de regravações de standards seguras, mas que graças a Deus não se acomoda) que tenta dar suas próprias caras em sua arte, como em Introducing Joss Stone e Mind, Body and Soul.

Mind, Body and Soul foi seu segundo disco. Foi o trabalho que fez dela a britânica mais jovem a atingir o primeiro lugar das paradas inglesas antes do lançamento de um CD. De fato, Mind, Body and Soul foi uma pérola que mantinha o conceito vintage de seu primeiro álbum, mas que apresentou também o lado compositor de Joss. Das 14 faixas, pelo menos 12 tinham sua assinatura. Aclamado por crítica e público, o disco conquistou status de platina em vários países do mundo, e elevou Joss Stone a um novo patamar de respeito e expectativas dentro do show business.

Do jeito que eu falo, parece até que eu faço parte do fã-clube. Na verdade, não. Mas, sim, admiro muito essa menina pelas escolhas que ela fez na carreira e pelo bom gosto que ela tem. Em tempos de pop tão raso e descartável, é uma bênção haver uma cantora jovem que faz música com tanta profundidade e bom gosto.

Em The Soul Sessions Vol.2, Joss volta às origens de sua estreia e homenageia mais uma vez alguns clássicos da soul music.

A grande dificuldade de um projeto como esse é justamente a de trazer frescor à canções já regravadas por tantas e tantas pessoas anteriormente.

Se regravar um clássico já é uma responsabilidade por si só, regravar um clássico e dar um toque pessoal e novo para ele é um feito ainda mais louvável.

O mais legal do disco é perceber que ela revitaliza esses clássicos com sua pegada moderna, mas nunca altera a proposta original da música. Um bom exemplo é High Roads – na qual se permitiu uma desconstrução aos moldes de Fell In Love With a Boy, música do White Stripes que ganhou uma versão genial no primeiro Soul Sessions – onde ela mostra que é deste século, sim, sem deixar de soar clássica. A performance é impressionante.

Joss vem ao Brasil agora no fim do ano para divulgar seu novo trabalho.

Mesmo para quem não é super fã, eu recomendo ir ao show, só pela aula de profissionalismo e musicalidade.

Dá gosto de ver músicos do mais alto calibre, que minuciosamente encaixam cada nota de um jeito milimétrico nas músicas, macacos-velhos que são profissionais inigualáveis em seu ofício, se divertindo como se fossem adolescentes, fazendo um som de causar inveja em 11 entre 10 músicos iniciantes e deixando a diva à vontade para deslumbrar o publico com sua voz poderosa e seu charme.

Estarei lá.

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