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Será que é possível sorrir quando a bateria está para acabar?

Será que é possível sorrir quando a bateria está para acabar?

O vídeo questiona nossa dependência digital e o distanciamento que mantemos enquanto ainda temos bateria em nossos gadgets

por Jacqueline Lafloufa

Poder contar com as facilidades da tecnologia é incrível, mas certamente ainda temos muito que aprender sobre moderação. O B9 já destacou anteriormente a distorção de felicidade que as redes sociais podem causar nas pessoas, que passam a se medir a partir de seguidores e curtidas, e dessa vez esse vídeo, do usuário do YouTube Prince Ea, questiona o quanto precisamos nos policiar para não nos tornarmos egoístas por conta do digital.

Em uma série de provocações, Prince destaca o quanto temos usado as telas dos nossos gadgets como barreiras, nos impedindo de interagir com quem está à nossa volta. “Parece que preferimos escrever um post raivoso do que conversar com alguém que possa efetivamente nos abraçar”, instiga ele, lembrando da impaciência que temos hoje, da necessidade de conseguir tudo com muita velocidade, de abreviar tudo e assistir vídeos que não duram pouco mais do que um punhado de segundos.

“Outro dia eu disse a um amigo: ‘temos que nos encontrar para a gente se ver!’ E ele me respondeu: ‘Ok, quando você quer marcar um Skype?’”, rememora ele no texto, ritmado como um rap.

A solução, segundo Prince, é arregaçar as mangas e tentar evitar comportamentos automatizados – afinal, não existe autocorrect para esse tipo de coisa. Ele sugere parar de gravar momentos especiais com o telefone, ou de fotografar o seu prato do almoço. Eu acho que cada um sabe como gostaria de aproveitar os momentos da própria vida, e não estou aqui para ditar se você deve ou não fotografar aquele show incrível, ou o quanto você estaria deixando de apreciar o sabor da sua refeição ao parar para registrá-la no Instagram.

Mas será que não podemos nos tornar mais críticos no nosso dia a dia, evitando fugir de momentos de tédio ao puxar o smartphone do bolso, ou ao desviar de uma conversa que pode ser desagradável ao desviar o foco para mensagens na telinha do seu gadget?

Não precisa levar as sugestões de Prince ao pé da letra, mas usar o momento para refletir: será que não estamos nos isolando dentro de barreiras ‘virtuais’?

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