Nova tecnologia promete ajudar doadores de sangue ao identificar onde estão as veias

É o fim do “não achei a sua veia, vou ter que tentar de novo”

por Jacqueline Lafloufa

Além do grande desafio de conseguir levar as pessoas até os hemocentros, quem trabalha com doação de sangue também tem uma outra dificuldade a enfrentar: o medo de quem não gosta muito de agulhas.

Encontrar uma veia no braço do doador nem sempre é fácil, se e a pessoa tem medo, costuma ser ainda mais complicado de achar o ponto certo para inserir a agulha.

Por isso esse dispositivo pode ser uma mão na roda de campanhas de doação de sangue e projetos de incentivo: ele permite identificar exatamente por onde passam os vasos sanguíneos do doador apenas ao jogar um feixe de luz quase infravermelha.

Isso é possível porque a hemoglobina desoxigenada que circula pelas veias absorve o feixe de luz quase infravermelho, permitindo que o dispositivo reconheça essa absorção e projete a imagem no braço do doador. As veias acabam brilhando em verde, facilitando muito o processo de enfermeiras, que podem acertar a posição da agulha logo na primeira tentativa.

O uso desse dispositivo já está sendo testado em doadores de sangue de Sydney, na Austrália, para medir o quanto isso ajuda doadores iniciantes e veteranos a ficarem menos ansiosos durante o procedimento de coleta da bolsa de sangue.

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