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Paolo Nutini mergulhou no soul e R&B e fez um álbum imperdível

Caustic Love, terceiro disco do cantor escocês, é fácil um dos melhores de 2014

por Felipe Cotta

Desde que ficou conhecido, em 2006, com sua inocente “Jenny Don’t Be Hasty”, Paolo Nutini vem vivendo um processo de Marvingayenização que já era perceptível em seu disco de 2009, “Sunny Side Up”, e que agora ganhou força total com o impressionante Caustic Love.

Acho que Nutini estava querendo apimentar a relação que tinha consigo próprio e mergulhou fundo nos sons clássicos da Motown, Stax, Daptone Funk e todos os grandes representantes do soul e do R&B. O que ele fez em seu disco novo é mostrar que sabe produzir um som cheio de malícia, insinuações e que emana tensão sexual. Claro, seu lado pop ainda está presente, mas agora está inundado com litros e litros de pimenta.

E isso é ótimo. Caustic Love faz seu queixo cair de cara, e você logo se pergunta se Nutini é mesmo branco.

É o som mais black que você provavelmente terá ouvido de um cantor escocês.

O instrumental é impecável, com timbres vindos direto dos anos 60, naipes de metal, guitarras funkeadas e baixos bem gordos no melhor estilo Temptations. Preste atenção em Let Me Down Easy, Scream e Better Man.

São apenas 3 exemplos de como a inspiração de Nutini conseguiu ser apenas superada pela sua coragem e competência para torná-la realidade.

P*** disco.

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