SxSW 2015: Disrupt – O novo “agregar valor”

O futuro da economia do compartilhamento

por Juliana Vilhena Nascimento / Diretora de Atendimento da **AlmapBBDO**

Este é o meu quarto ano de SxSW e acabo de me dar conta de que a palavra “disrupt” (que significa reinventar, mudar a forma de fazer algo) está completamente banalizada por aqui.

Se você estudou administração ou já trabalhava em uma empresa ali por 2005, certamente viu uma coisa parecida acontecer com o termo “agregar valor”: de uma expressão que significava algo e tinha mérito, de repente ela virou um conectivo em frases – uma versão corporate do “tipo” que os millenials tanto falam.

Nesta linha, ontem vi uma palestra interessante de um futurologista da IBM sobre o lado não tão positivo da peer to peer economy (vamos combinar que sharing economy não deveria ser o nome de um modelo em que um dá o $$ e o outro dá abrigo, mobilidade, etc).

Ele falou de algumas coisas sobre as quais eu nunca tinha pensado:

Primeiro, o fato de que algumas plataformas estão inflacionando mercados desproporcionalmente. Por exemplo, uma amiga minha ganha mais dinheiro alugando seu apartamento no AirBnb por semana do que se alugá-lo por um ano. Será que daqui a pouco vai ficar difícil encontrar apartamento pra alugar?

Segundo, a P2P economy esta criando uma competição desleal: o preço que alguém cobra pra fazer um trabalho quando está monetizando seu tempo de folga certamente é menor do que um profissional que faz aquilo para viver

E por último, a P2P economy está criando uma “economia de amadores”, na qual todo mundo pode fazer de tudo um pouco. O que está criando um movimento latente pela “expertização”.

Eu, que sou fã de carteirinha de AirBnb e Uber, olhei pra ele no começo com certa desconfiança – mas, quer saber? Ele me convenceu.

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