SxSW 2015: A música está chegando

Interactive e Film vão dando adeus ao festival, enquanto a música invade a cidade

por Guga Mafra

As seções Interactive e Film do festival acabaram no dia 17 de março, dia de São Patrício. Totalmente apropriado, porque chegam os participantes da seção Music, com seus crachás verdes (os de interactive são laranjas e os de film são azuis), enquanto a cidade se veste da mesma cor pra celebrar o santo irlandês da bebedeira.

Eu confesso que estou meio cansado depois de 6 dias seguidos de festival. Estava pensando em ir pro hotel, mas é impossível, porque está todo mundo na rua. Seria como dormir enquanto rola uma festa na sua casa.

Então eu fui pro show do Best Coast, ótima banda de rock, dentro de uma agência do banco Capital One. Só em Austin um banco pode virar uma balada, com bar, luzes e tudo mais. Pena que não cabia muita gente lá dentro, porque um pedaço do espaço estava ocupado com cadeiras e mesas amontoadas (sério). Eu que não queria ser funcionário desse banco amanhã.

O melhor lugar para conhecer uma banda é no palco. Ainda mais se for palco de bar.

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Mas essa não foi a única banda que eu vi em Austin. Por causa do festival de música, vários artistas vem pra cá um pouco antes e tocam pela cidade. Foi por causa disso que a gente trombou, por acaso, em um festival no bar Javelina, com as bandas Injury Reserved, Strange Fiction, Other Lovers, Continuums, Hooka Hey, Ggoolldd e Satellite Sky.

Spotify House

Conhece alguma das bandas? Nem eu. Mas eu te digo uma coisa, uma melhor lugar para conhecer uma banda é no palco. Ainda mais se for palco de bar. Eu consegui pegar o o show das duas últimas e foram excelentes.

O Spotify fez um ótimo trabalho com a sua Spotify House se apoderando da música na primeira semana do festival.

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O Ggoolldd toca músicas felizes e dançantes, cheias de sons eletrônicos. A vocalista, Margaret Butler, tem uma voz doce e suave que preenche as bases EDM/Indie/Alternative formadas por muitos efeitos de guitarra e teclados.

O Satellite Sky é formado por uma baterista e um guitarrista/vocalista, os irmãos Pete e Kim Kicks e por isso devem viver justificando uma óbvia comparação com o White Stripes (é bem parecido mesmo). Eles usam bases de baixo pré-gravadas que Kim controla em um iPod. Eu mesmo achei um pouco “lugar-comum” no começo, mas eles sabem fazer um show. No final ninguém queria deixar a banda ir embora.

Ver essas bandas pela cidade compensa um pouco o FOMO do festival. Dá a sensação de que você os conheceu antes de eles ficarem famosos. Poste no seu facebook para provar para os outros depois.

Spotify House
E se bandas novas não são a sua praia, dê uma volta pela 6th street, uma rua onde quase todos os imóveis são bares

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O Spotify fez um ótimo trabalho com a sua Spotify House se apoderando da música na primeira semana do festival. Espaço aberto, bebidas, um ótimo palco, uma programação bem completa e até sessões de spinning acompanhadas por DJs pela manhã (sério, tinham bicicletas de sppining lá). A gente viu um show do Stromae por lá, um cantor (cantor?), ou banda (banda?) ,ou DJ (DJ?), da França que tem toda a cara de que vai ser grande também.

E se bandas novas não são a sua praia, dê uma volta pela 6th street, uma rua onde quase todos os imóveis são bares. A gente entrou (e recomenda) o Pete’s Duelling Piano Bar, onde quatro malucos revezam em dois pianos tocando músicas pedidas pelo público em bilhetes acompanhados de alguns dólares. É meio estranho, principalmente porque os caras são muito bons.

Mas o legal da 6th é andar no meio da rua. Ela fica bloqueada para carros e todo mundo fica indo de um bar para o outro. Cada um tem uma banda diferente e você se sente uma espécie de dial ambulante mudando as estações de rádio (e uma dessas rádios sempre está tocando “Sweet Home Alabama”).

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