Titanium Lions: Design Barcode

Titanium Lions: Design Barcode

por Carlos Merigo

O Leão de Titanium, desde que foi criado em 2003, tornou-se o mais desejado e disputado do Festival de Cannes. A intenção é premiar com Titanium projetos ousados, inovadores e integrados, ou seja, que sigam a tal convergência das mídias que está se tornando obrigatória para qualquer comunicação eficiente.

Quem praticamente obrigou o jurí de Cannes a criar o Leão de Titanium, foi o famoso e já clássico projeto BMW Films. Para quem não se lembra, era aquela série de filmes feitos por famosos diretores de cinema, como Ridley Scott, John Frankenheimer, Ang Lee e John Woo, onde um modelo da BMW sempre fazia parte da história.

A proposta da montadora não se enquadrava em nenhuma das categorias tradicionais do festival, pois como todos os filmes ultrapassavam os 60 segundos, a BMW decidiu usar todos os meios de comunicação para convidar o consumidor a assistí-los na internet, criando aí a tal convergência.

No último sábado, 24 de junho, a edição de 2006 do festival deu o Titanium Lions ao case japonês “Design Barcode” , ou seja, design no código de barras.

A idéia é aproveitar o tedioso e antiquado espaço do código de barras, geralmente escondido nas embalagens do produto, para transformá-lo numa nova mídia, com inúmeras possibilidades e formas.

É uma proposta que por si só já mereceria um Leão. Mas, para divulgar a idéia, os designers japoneses lançaram um livro chamado “The Barcode Revolution”, trazendo 200 maneiras diferentes de se aproveitar o código de barras. A publicação causou um furor na mídia e obteve publicidade espontânea em diversas redes de TV, jornais, revistas, internet e rádio.

Sem gastar quase nada em propaganda, a Design Barcode hoje atende 15 empresas que compraram a idéia. Calculam terem gerado 1 milhão de dólares em publicidade gratuita.

Apenas três cases estiveram entre os finalistas do Leão de Titanium e, surpreendentemente, o design sobrepujou a propaganda em um festival de…propaganda.

| UPDATE: Um leitor do blog, que não se identificou, apontou esse estúdio de Berlim que desenvolveu a mesma proposta. Segundo ele, fazem isso há alguns anos. Será que um copiou o outro?

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