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Piratas do Caribe: O Baú da Morte

Piratas do Caribe: O Baú da Morte

por Carlos Merigo

O problema de “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (ou Piratas do Caribe 2, se preferir) é o excesso de Disney correndo em suas veias. O que não explica a classificação ser 12 anos, já que é um filme que agradaria mais o público infantil do que adulto.

Aventura pastelão, excessivas tentativas de fazer rir (sendo que a maioria das piadas não funciona como deveria) e inclusão de sucessivos eventos dramáticos para esticar o filme, que no fim das contas cansam o espectador, fazendo-o se revirar incomodado na poltrona do cinema.

Ai você me diria: “mas o intuito do filme é esse mesmo, aventura sem compromisso e humor ingênuo”. Sei disso, e adoro produções assim. O problema é que é tudo em excesso, e isso cansa lá pra metade da projeção.

Faltou um fio condutor mais consistente, para acabar com aquela sensação de que os roteiristas inventam a todo momento mais um problema inesperado para os personagens, só para ter mais motivo para ação desenfreada.

Mas não é um filme ruim. Diverte, tem ótimas cenas de ação e efeitos digitais fantásticos. Por outro lado, quase que o sempre competente Hanz Zimmer afunda a contagiante trilha sonora original composta por Klaus Badelt, para o primeiro filme.

Porém, os responsáveis mesmo por salvar essa seqüência do desastre respondem pelos nomes: Johnny Depp e Bill Nighy. Ambos com seus maneirismos e trejeitos, roubam a cena e engrandecem o filme.

Depp repete o sucesso do seu caricato pirata Jack Sparrow (capitão!), e Nighy, bem, ele faz aquilo que se acostumou a fazer ao longo dos últimos anos: atuações cativantes, mesmo que dessa vez com “toneladas” de camadas computadorizadas sob seu rosto. Mais um motivo para colocá-lo na minha lista de atores preferidos, na qual ele consta desde que o vi no excelente “Ainda Muito Loucos”.

De qualquer maneira, com suas falhas e virtudes, “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” é um sucesso arrasa-quarteirão, que tornou-se a maior estréia de todos os tempos nos EUA. É bom que a Disney aproveite bem esse momento, porque a fórmula já começa a dar sinais de desgaste. A não ser que eu queime a língua com o terceiro e último episódio, o que estarei torcendo para acontecer.

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