Playboy

A internet fez mais uma vítima: a nudez da Playboy

De olho na renovação do público, a revista vai deixar de publicar mulheres nuas no ano que vem

por Carlos Merigo

Uma das marcas mais reconhecidas do mundo, ao lado de Apple e Nike, a Playboy anunciou que deixará de publicar fotos de mulheres nuas. Segundo o New York Times, a intenção da revista de 62 anos é produzir apenas fotos em poses sensuais, com classificação acima de 13 anos.

A primeira edição que refletirá a mudança está prevista para março de 2016, mantendo as conhecidas entrevistas, contos e jornalismo investigativo.

A decisão, porém, não passa por nenhum tipo de peso na consciência ou moral feminista. Trata-se exclusivamente de negócios. A circulação da Playboy caiu de 5,6 milhões de exemplares na década de 1970 para cerca de 800 mil atualmente, além de prejuízos anuais na casa dos 3 milhões de dólares.

Reflexo da internet. “Você agora está a um clique de distância de cada ato sexual imaginável, de graça”, afirmou Scott Flanders, presidente-executivo da empresa.

Outro motivador foi o crescimento da audiência no site da revista quando deixaram de publicar nudez, saltando de 4 milhões para 16 milhões de visitantes únicos. Além da queda da idade média dos leitores, de 47 para 30 anos.

Definitivamente, parece um ótimo negócio.

Ainda não se sabe como isso vai impactar a edição brasileira da Playboy. Publicada pela editora Abril, a revista por aqui também vive em crise, com rumores de seu encerramento (ou pelo menos mudança de mãos) todos os anos. No auge, na final da década de 1990, chegava a bater mais de 1.2 milhão de exemplares, caindo para menos de 80 mil nas edições mais recentes.

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