Visa e Bradesco mostram pulseira de pagamentos no Brasil; Nós testamos

Pulseira tem sensor NFC e funciona com mais de 1 milhão de máquinas no Brasil

por Rafael Silva

Há algumas semanas o braço americano da Visa anunciou que atletas dos EUA testariam no Brasil um novo gadget da empresa, um anel de cerâmica com NFC para pagamentos. Para não ficar de fora, o braço brasileiro da Visa, em parceria com o banco Bradesco, decidiu trazer algo parecido ao país e também para testar durante as Olimpíadas do Rio 2016. Eles apresentaram hoje a pulseira de pagamentos com NFC.

A pulseira funciona como o anel: basta aproximar o wearable da máquina na hora do pagamento para que ele seja processado. Para isso, a máquina de cartão também precisa ter o sensor NFC, mas a Visa diz que já são mais de 1 milhão dessas máquinas espalhadas no Brasil, então existe uma grande chance dessa pulseira funcionar em virtualmente todo o canto.

Por enquanto a pulseira não será disponibilizada para o público, apenas para um grupo de jornalistas, atletas e influenciadores brasileiros, como uma forma de teste. O B9 foi um dos veículos selecionados para serem cobaias testar a pulseira e abaixo você lê a nossa experiência inicial.

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O cadastro foi feito de forma fácil, basta inserir um código da pulseira e uns dados pessoais. O primeiro empecilho do uso, e talvez seja até o único, é que na hora do pagamento você precisa explicar para a pessoa do estabelecimento como vai funcionar o esquema. Ela precisa selecionar a opção de débito, incluir o valor a ser pago e só depois a o pagamento deve acontecer com a aproximação.

Um ponto positivo dela é que não é necessário ter um cartão Visa ou uma conta no Bradesco para utilizar a pulseira. Mas isso traz também um ponto negativo: nesse modelo, a pulseira só funciona como cartão pré-pago e de débito. Então é necessário carregá-la com dinheiro antes de utilizá-la. A recarga pode ser feita por cartões de débito Visa ou Mastercard ou por boleto bancário.

Existem algumas restrições para o uso da pulseira. Para transações até 50 reais, não é necessário usar a senha associada à ela, mas acima desse valor é preciso incluir os 4 dígitos na máquina – uma função de segurança para garantir que quem está fazendo a transação é mesmo a pessoa dona dela.

Ainda não há planos da Visa e do Bradesco para oferecer a pulseira comercialmente para o público mas a que foi entregue a jornalistas e personalidades neste mês tem a validade de um ano. Isso indica que pelo menos até junho de 2017 a Visa poderá ter lançado alguma solução assim no mercado brasileiro.

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