SXSW 2017: Daqui a 20 anos, o que nos fará humanos?

O futuro da comunicação é a telepatia

por Juliana Vilhena Nascimento / Head de Atendimento na R/GA

Hoje tive um dia de palestras que me deixaram zonza.

Comecei o dia ouvindo Mary Lou Jepsen – uma senhora, pesquisadora, com um currículo de dar inveja: já trabalhou na Intel, no MIT (junto com o Nicholas Negroponte, fez o laptop de 100 dólares), já foi head de VR no Facebook e largou tudo pra fundar a Openwater – uma iniciativa de biotech não invasiva.

Ela fez a palestra que mais mexeu comigo em todo o evento – falou sobre uma pesquisa que vai nos permitir, em cerca de 20 anos, nos comunicar por telepatia. É isso mesmo que você leu – daqui a pouco não vamos mais precisar falar pra nos comunicar: vamos compartilhar pensamentos.

Ela afirma isso porque está fazendo uma pesquisa que combina wearables com tecnologia de imagem pra diagnosticar e tratar doenças em seus estágios iniciais – e no percurso dela, já encontrou outras pesquisas com primatas que provaram a capacidade de cérebros atingirem objetivos trabalhando em conjunto, sem comunicação verbal envolvida.

Quando ela começou a falar sobre as implicações da tecnologia lá na frente, apareceram coisas como: vamos poder falar com pacientes diagnosticados com morte cerebral – porque 40% deles, segundo Mary Lou, são mal-diagnosticados. E outras como: como a gente filtra os pensamentos que não quiser compartilhar? Como evita que leiam nossos pensamentos sem a gente querer?

A outra palestra que me entortou foi sobre MR – mixed reality.

Esse mash-up de tantas disciplinas da ciência vai nos levar a lugares incríveis

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Hoje a gente ainda precisa de um óculos pra brincar (como o Hololens, da Microsoft) e as aplicações dela ainda são poucas e mais relacionadas ao entretenimento – mas o futuro, ah o futuro: lentes de contato LED com baterias solares que estarão nos nossos olhos: teremos.

Reuniões em que seu holograma apresenta aquele keynote maroto a 500 km de distância, sem problema de conexão: teremos. Disse o palestrante que até visitar a avó holograficamente e ganhar um abraço – que provavelmente vamos sentir no corpo por alguma resposta háptica, poderemos. Pra que mesmo a gente vai precisar estar fisicamente em algum lugar?

Especulações à parte, esse mash-up de tantas disciplinas da ciência – física, matemática, biologia, entre outras – vai nos levar a lugares incríveis, e não demora. Até lá, temos que trabalhar no que nos manterá humanos – consciência, ética, sentimentos.

Antes que estes, também, se tornem codificáveis.

Esse conteúdo é oferecimento da Apex-Brasil, que divulgará durante o SXSW 2017 a campanha Be Brasil, uma narrativa envolvente que promove um Brasil confiável, inovador, criativo e estratégico no mundo dos negócios. Saiba mais em www.bebrasil.com.br/pt

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