Uma tentativa frustrada de resumir o SXSW 2017

Dá pra fazer um resumo do festival? Dá. Vai ficar bom? Não.

por Yugo Motta / Diretor de Planejamento na Artplan

Uma tarefa tão difícil quanto conseguir ir a todas as palestras, shows e filmes do South by é tentar resumir o que acontece por aqui. Eu sempre concordei com a ideia que diz que para fazer um bom texto simples e resumido, leva tempo. E se você leu algo a respeito do festival nesses últimos dias provavelmente percebeu que tempo é algo que não está sobrando em Austin. Por isso, vou tentar fazer um resumo do que passei por aqui sem a menor pretensão de ser bom.

Eu li esses dias uma opinião sobre o SXSW que eu adorei: aqui você sai com mais dúvidas do que quando você entrou. Mas de uma maneira muito positiva. Existem três tipos de informações:

I. O que eu sei que sei
II. O que eu sei que não sei
III. O que eu não sei que eu não sei

O normal é que “O que eu não sei que eu não sei” seja sempre maior que os outros dois. Mas, quando você sai de Austin, a quantidade de informação que você sabe que não sabe, aumenta. É frustrante mesmo, é muito conteúdo e opiniões. E, obviamente, mais dúvidas surgem. Mas elas são refrescantes, abrem o caminho para buscar mais informação sobre assuntos que você dificilmente teria contato se não fosse pelo festival.

Eu vi palestras sobre micróbios em marte, marcas de moda indie que conseguiram manter sua essência mesmo depois de se tornarem globais, técnicas de mudança cultural para grandes corporações, discussões sobre storytelling com tecnologias imersivas, cidades criativas e até os novos caminhos para a computação se reinventar. É dúvida que não acaba mais.

A quantidade de vezes que eu ouvi a palavra cultura me surpreendeu. Parece que estamos tentando nos entender por aqui.

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Sim, a gente ouviu muito sobre todos os novos tipos de tecnologia que estão surgindo e sendo democratizadas. Realidade Virtual era presença certa em quase todos os stands de patrocinadores ou no Trade Show que acontece no Austin Convention Center. Realidade virtual e aumentada, Inteligência Artificial, Holografia, Machine Learning. É tudo real, está acontecendo e as discussões estão bem avançadas por aqui. Mas, o mais bacana é que quase todas as discussões passam por como que elas impactam o nosso dia a dia. Não é a tecnologia pela tecnologia, é a tecnologia a serviço de pessoas criativas.

A capital do Texas se tornou a capital do Mundo por alguns dias. Era gente de tudo quanto é país, mil línguas sendo faladas e o português se destacando. Em qualquer venue do evento, bar na Rainey Street ou show na 6th Street você escutava nossa língua. A brasileirada lotou essa cidade e parece que está ávida por tudo o que rola por aqui. Independente da indústria, garanto que todos voltam pra casa mais inspirados e com tantas dúvidas quanto eu.

Ainda que tantas línguas estivessem sendo faladas, eu esperava que algumas palavras se destacassem. As famosas expressões da moda. E felizmente eu não consigo eleger uma ou duas. Isso mostra o quão diverso foi o SXSW 2017. Os próprios tracks do evento já nos mostravam isso, mas quando você chega aqui percebe que vai ser mais heterogêneo que você imaginava. Viva a diversidade e formas diferentes de pensar. :)

E, no final, é tudo sobre nós. A quantidade de vezes que eu ouvi a palavra cultura me surpreendeu. Como eu falei em outro texto, parece que estamos tentando nos entender por aqui.

Apesar de todas as dúvidas, a única certeza que eu tenho é que esse texto nunca vai fazer jus ao que acontece por aqui. Ano que vem eu volto de novo para tentar fazer um resumo melhor. Até 2018, Austin. :)

Esse conteúdo é oferecimento da Apex-Brasil, que divulgará durante o SXSW 2017 a campanha Be Brasil, uma narrativa envolvente que promove um Brasil confiável, inovador, criativo e estratégico no mundo dos negócios. Saiba mais em www.bebrasil.com.br/pt

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