Como contar histórias clássicas em 6 segundos

YouTube desafia agências de publicidade a serem marcantes antes do “pular anúncio”

por Rafael Merel

Dave Trott disse em um dos seus artigos que a maneira mais correta de avaliar peças online seria deslizá-las o mais rapidamente possível sobre a mesa da sala de reuniões e logo depois escondê-los para ver se alguém lembrava, porque é assim que eles seriam vistos na vida real.

Exageros a parte, a verdade é que num mundo onde bem mais precioso e insubstituível é o tempo, é preciso fazer o máximo dele.

Claro, não precisa chegar ao ponto de fazer como a Miller no Super Bowl de 2009 quando, ao invés do tradicional comercial de 30” durante o jogo, resolveu dividir o tempo em 30 peças de apenas um segundo.

Mas quando você é a interrupção, aquilo que as pessoas não necessariamente gostariam de estar assistindo, é importante ter essa consciência.

A Geico e seus “unskippable ads” nos mostraram que o tempo é mesmo relativo. Depende apenas da ideia que tem por trás dele.

Seguindo esse mesma lógica, o YouTube desafiou agências e diretores a criarem versões de obras clássicas em apenas 6 segundos, não por acaso um formato que a empresa oferece.

A ideia, claro, é mostrar para anunciantes que, mesmo em tão curto espaço de tempo, dá para criar peças memoráveis e que prendam a atenção das pessoas.

Droga5, Mother, Leo Burnett, BBDO, TBWA, JWT, Wieden + Kennedy e Deutsch são algumas das que aceitaram o desafio dos 180 frames.

Você pode assistir tudo através do player no topo ou na playlist nesse link.

“Hamlet”, “Moby Dick”, “Dracula”, “A Metamorfose”, “A Volta o Mundo em 80 Dias”. Tem todos os tipos de abordagens e execuções. Algumas bem interessantes, outras nem tanto.

No final, o que faz o tempo passar mais rápido ou mais devagar continua sendo a qualidade do que estamos vendo. Seja em 6 ou em 30 segundos.

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