Publicidade que perpetua estereótipos de gênero será banida no Reino Unido

Famílias tipo comercial de margarina não passarão

por Gessica Borges

O órgão que regula a indústria de publicidade do Reino Unido, Advertising Standards Agency (ASA), decidiu que campanhas que perpetuam estereótipos de gênero devem ser banidas e/ou não veiculadas, “[afim de evitar] que desempenhem um papel na condução de consequências injustas para as pessoas”, disse o executivo-chefe da ASA, Guy Parker, em um comunicado.

O relatório apresentado pela agência identificou seis tipos diferentes de estereótipos de gênero na publicidade, incluindo “ocupações ou posições” e “atributos ou comportamentos” associados a um gênero específico, além de campanhas que possivelmente debochem de pessoas que não pareçam ou se comportem de maneira “não estereotipada”. A sexualização e a objetivação também foram identificadas como tipos de estereótipos de gênero.

Entre alguns pontos problemáticos identificados estão:

– Campanhas que descrevem membros da família fazendo bagunça enquanto uma mulher é a única responsável por arrumá-la;

– Campanhas que sugerem que “uma atividade específica é inadequada para garotos, porque está culturalmente associada às meninas, ou vice-versa”;

– Campanhas com homens “tentando e falhando” em realizar “tarefas domésticas simples”.

Enquanto a publicidade é apenas um dos muitos fatores que contribuem para a desigualdade de gênero, padrões de publicidade mais rígidos podem desempenhar um papel importante na luta contra as desigualdades e na melhoria dos resultados para indivíduos, a economia e a sociedade como um todo”, complementou Parker.

Seria ótimo que o CONAR também se posicionasse, pois em se tratando de um país onde menos de 20% dos comerciais contribui para a equidade de gênero e raça, a questão não é nem sobre impor padrões mais “rígidos” na publicidade, mas simplesmente atualizar uma prática cultural nociva à sociedade contemporânea. Aliás, fica a dica para o pessoal da Snickers.

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