É hora de se preparar para dar adeus ao Microsoft Paint

O nosso companheiro de infância está prestes a ser substituído, e isso é triste

por Gessica Borges

Tenho uma memória clara da primeira vez que tive contato com um computador. Foi na casa de uma colega de escola, em meados de 1999, e eu achei a coisa mais incrível (e rica) que podia me acontecer. O único programa possível para “brincar” era o Paint. E foi absolutamente interessante e divertido aprender a desenhar com o mouse, pintar bolinhas de todas as cores e trocar a cor de fundo da tela inúmeras vezes com o balde. Era simples, rápido e mágico.

Por isso o pesar com a notícia que o programa está na lista dos aplicativos que serão removidos na nova atualização do Windows 10. Na última versão do Windows 10 Creators que foi lançada em abril, a Microsoft apresentou o novo Paint 3D, instalado ao lado do programa tradicional e, bem, indiscutivelmente melhor, com a possibilidade de criação de desenhos 3D e outras funcionalidades interessantes, como filtros e stickers.

Como tudo na tecnologia, as coisas avançam e, por mais que o Paint 3D seja um sucessor digno, falta a simplicidade do programa original. A nova versão pode parecer melhor alinhada à era do Photoshop, mas algo demasiadamente complicado para uma criança, por exemplo.

Neste sentido, não é surpreendente que a empresa, que pretende posicionar o Windows 10 como uma plataforma de criatividade, opte por enfatizar o Paint 3D ao passo que descontinua o programa original. No entanto, para quem teve o programa clássico como um bom amigo durante a infância e adolescência, é como se tivessem tirando uma parte importante da mobília do Windows.

Com a primeira versão lançada no Windows 1.0 em 1985, o Paint foi um dos primeiros editores de gráficos usados ​​por muitos, e estamos acostumados a tê-lo ali para funções básicas como recortar ou redimensionar uma imagem.

Mas agora nos resta aceitar os avanços e chorar a morte lenta e dolorosa de um dos programas mais bacanas do Windows. Que, aliás, parece simplório e obsoleto, mas é palco de inspiração para artistas muito dedicados, como este do vídeo abaixo.

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