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Confiança ainda é barreira para carros autônomos, aponta Intel

Confiança ainda é barreira para carros autônomos, aponta Intel

Pesquisa mostra problemas de experiência com veículos controlados por robô

por Gabriel Ribeiro

Os carros autônomos estão vislumbrando ser a nova revolução automotiva. Porém, para isso acontecer, eles terão que vencer não só a barreira tecnológica. Para se tornar um sucesso, nós ainda precisamos superar o medo de estar em um carro sem motorista.

É o que aponta um estudo recente publicado pela Intel. Apesar da tecnologia estar evoluindo, quando alguém é colocado em um veículo controlado por um robô, há diversos pontos de tensão que torna a experiência desagradável.

A pesquisa foi realizada com pessoas que nunca tiveram contato com os carros autônomos. Em seguida, a Intel fez uma entrevista onde elas eram convidadas a falar o que sentiram durante o trajeto. Ao todo, foram descobertos sete pontos entre o que causa desconforto e o que pode ser melhorado ao andar em um veículo controlado por um robô .

A ausência de julgamento humano naturalmente ainda causa receio. Os participantes ficaram apreensivos quando o carro é posto a prova, como em situações onde um pedestre surge na rua.

A falta de interação com um motorista também é um problema, assim como o excesso de alertas emitidos pelo carro.  Até mesmo o volante – ao mexer sozinho – foi apontado como uma causa de ansiedade.

Por outro lado, alguns questões foram elogiadas. Explicar para os participantes como funciona a tecnologia e o que ela é capaz aumenta a sensação de segurança.

Com o resultado, a Intel pretende evoluir o seu sistema de controle de carros. Algumas problemas apontados são de fácil resolução, como diminuir a quantidade de alertas internos. Por outro lado, a confiança só vai aumentar se cada vez mais pessoas usarem a tecnologia.  Com mais gente usando, mais pessoas vão se sentir seguras para experimentar.

Uma outra pesquisa da AAA mostra que 75% dos americanos ainda tem receio em estar em um veículo controlado por um robô. O caminho ainda é longo para os carros autônomos.

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