Empresa faz "versão menos ambiciosa" de drone que fracassou no crowdfunding

Empresa faz “versão menos ambiciosa” de drone que fracassou no crowdfunding

Lily pede uma segunda chance após arrecadar US$ 34 milhões e não ser entregue

por Agnes Guimarães Cruz

Em uma das maiores vergonhas do mercado high tech em 2015 encontramos um simpático drone com encantadores olhos azuis: Lily tinha a promessa ambiciosa de seguir e filmar seu usuário onde quer que ele fosse, um atrativo para viajantes e esportistas que queriam registrar todos os ângulos de suas atividades. E tudo de forma autônoma, ao contrário dos drones normais, que precisavam de um operador.

Proposta ambiciosa, logo alto investimento: depois de ganhar um prêmio de inovação, os criadores de Lily receberam o apoio de quase 60 mil pessoas, que pagaram U$ 500 pelo produto em um crowdfunding organizado pela empresa. Foram arrecadados quase US$ 34 milhões. Porém, por motivos nunca esclarecidos, o drone nunca chegou aos seus clientes e o valor precisou ser reembolsado.

Dois anos após o episódio, a empresa que assumiu o projeto, Mota Group, anunciou hoje uma nova tentativa: Lily Next-Gen, uma versão que possui o mesmo design da original, com uma diferença: é um drone normal, sem o dispositivo à prova d´água, sem o controle que poderia ser colocado no braço e, mais importante, sem a capacidade de funcionar com seu lançamento autônomo no ar, sem operadores.

O preço é mais barato que o oferecido pelo mercado: cerca de $ 700, com uma promoção especial de $500 oferecida para a primeira semana do lançamento.

A empresa acredita que ainda há um apelo nos encantadores olhos azuis do drone que cativou milhares de pessoas mas que nunca chegou ao mercado. Com as vendas obtidas, a Moto Group quer ajudar os criadores do projeto inicial a concluir o reembolso que ainda não fizeram a muitos clientes.

Sem querer, Lily virou um ícone de grandes promessas inalcançáveis dentro de uma geração de geek ansiosos.

Compartilhe:
icone de linkCopiar link