Universidade em Washington terá curso sobre como fazer IA do bem

Aula na Carnegie Mellon University quer mostrar que é possível conceber inteligências artificiais voltadas para a resolução de problemas sociais

por Pedro Strazza

Inteligências artificiais estão se tornando uma constante cada vez maior no dia-a-dia das pessoas, guiando suas rotinas a princípio para facilitar suas vidas. Elas, porém, também podem ser muito prejudiciais, seja para o ambiente no automatismo de seus mecanismos ou ao indivíduo ao viciá-lo aos aparelhos tecnológicos que o cercam. Pensando nisso, um curso na Carnegie Mellon University, Washington, está disposto a ensinar aos alunos como conceber IAs que funcionem somente para o bem e não caiam ao lado negro da computação.

Criado pela professora assistente Fei Fang, o curso intitulado “Artificial Intelligence for Social Good” (algo como “Inteligência Artificial para o Bem Social”) será ministrado na escola de ciências da computação da universidade e tem por objetivo mostrar que uma IA pode ajudar a solucionar alguns dos principais problemas do planeta hoje, como a pobreza e a fome. Fang tem ampla experiência no assunto pois ela anteriormente já ajudou a guarda costeira de Nova York a combater o terrorismo e oficiais a encontrar e prender caçadores de tigres por meio de programas de inteligência artificial.

Em entrevista ao Co.Design, a fundadora do curso afirmou que seu principal objetivo na aula é introduzir aos alunos a ideia de que eles podem trabalhar a concepção de uma IA como um grande exercício de design, observando primeiro ao vivo os problemas dispostos para depois considerar as muitas opções disponíveis para sua resolução.

Se você se interessou pelos trabalhos anteriores de Fang, o vídeo abaixo mostra como ela usou da tecnologia de inteligência artificial para facilitar a procura pelos caçadores de pele e esta matéria apresenta suas soluções aos problemas encarados pela guarda costeiras em Nova York. O seu curso começará a ser ministrado este semestre na CMU.

Compartilhe: