PegaBot: como o detector brasileiro de bots tem ajudado a combater o discurso de ódio

Ainda exclusiva para Twitter, plataforma deve analisar perfis do Facebook e WhatsApp antes das eleições

por Soraia Alves

Originalmente desenvolvidos para automatizar tarefas simples e repetitivas, como responder aos usuários de uma rede social com uma mensagem padrão, os bots (robôs) não têm sido utilizados apenas para facilitar as coisas.

Esses programas, que geralmente utilizam Inteligência Artificial para parecerem “mais humanos”, podem ser configurados para multiplicar discursos de ódio e replicar fake news, só para ficar em alguns exemplos nada legais.

Pensando em ajudar as pessoas a identificarem os perfis que são verdadeiros e os que são bot no Twitter, o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e o Instituto Equidade & Tecnologia fizeram uma parceria que resultou na plataforma PegaBot, que verifica os perfis na rede social e informa a probabilidade de cada um ser um robô.

A plataforma é bem simples: ao colocar o nome do @ a ser analisado, ela avalia questões como frequência de posts, interação com outros perfis, linguagem utilizada, nível de emoções das mensagens, entre outros pontos, e entrega a porcentagem do quão provável é que o perfil seja um bot.

No caso dessa redatora aqui, a o resultado foi de 8%. Então podem ficar tranquilos que as informações aqui são sempre averiguadas por humanos mesmo.

Por enquanto o PegaBot só analisa perfis do Twitter, mas os desenvolvedores já confirmaram que uma versão que também confere perfis do Facebook e do WhatsApp será lançada antes do período eleitoral no Brasil, justamente para ajudar os usuários a identificarem perfis que propagam informações falsas.

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